PT Leopoldina - Diretório Municipal

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Em resolução, PT prega contra-ofensiva para barrar retomada da agenda neoliberal

Em resolução política aprovada na noite de sábado (9), o Diretório Nacional do PT classificou a nova ofensiva da oposição e de seus aliados na mídia, em especial a ação que resultou no fim da CPMF, como uma tentativa de retomada da agenda neoliberal derrotada nas eleições de 2006.

Segundo o documento, o objetivo é reduzir a presença do Estado e inviabilizar os investimentos do governo Lula em políticas sociais e de infra-estrutura, bem como sua agenda de mudanças para país.

O texto considera que, embora tenha saído vitoriosa dessa batalha, a direita ficou isolada na sociedade com a decisão “irresponsável” de inviabilizar toda a saúde pública no país – já que o fim da CPMF acarretou a perda de R$ 120 bilhões no orçamento da União até 2010, recursos que também atenderiam a previdência e assistência social.

“As condições são favoráveis para uma contra-ofensiva na sociedade”, conclui o documento, afirmando que PT, de modo algum, pode permitir que “a ofensiva da direita venha a restringir os direitos sociais e a evolução econômica do país".

A resolução diz que o partido e o governo não devem ceder às pressões por cortes nos investimentos públicos e na estrutura do Estado brasileiro. "Devemos assegurar que nenhum corte ocorra nas políticas sociais, nos investimentos do PAC e na necessária adequação do Estado a novos, mais qualificados e mais universalizados serviços públicos".

Eleições 2008

O texto aprovado traz ainda uma avaliação sobre as forças políticas que estarão presentes nas eleições municipais deste ano, a título de suporte para as alianças locais do PT nas disputa pelas prefeituras brasileiras.

Segundo essa avaliação, os partidos da Frente de Esquerda – PSB, PCdoB e PDT – devem ser considerados aliados "preferenciais e estratégicos". Por outro lado, o PSDB é apontado como o partido que organiza e radicaliza a "oposição sem quartel" ao governo Lula, além de ser o principal defender a volta do projeto neoliberal.

A resolução informa que a próxima reunião do Diretório Nacional deverá discutir a política de alianças, que será objeto de uma resolução específica.

Organização partidária

Temas da organização interna do PT também foram abordados no texto, com destaque para a Escola Nacional de Formação, o projeto de comunicação do partido e a elabora de um Código de Ética.

Sobre este último, o documento afirma: “A Direção Nacional do PT deve tomar providências imediatas para, ainda no primeiro semestre deste ano, desencadear um amplo processo de elaboração, discussão e aprovação de um Código de Ética que discipline a conduta de todos os petistas. Seu texto deverá assegurar a dimensão republicana da nossa atuação partidária, estabelecendo regras claras que vedem internamente todas e quaisquer práticas indutoras de abuso do poder econômico ou político”.

No plano da identidade partidária, o texto recorda a ética socialista e republicana do partido, “que visa conquistar o poder para as maiorias e não para si próprio, e muito menos para parcelas do próprio partido”.

A íntegra da resolução, que ainda está em processo de revisão e inclusão de emendas aprovadas no plenário do DN, deverá ser publicada no Portal do PT nesta segunda-feira (11).

PT Leopoldina é 13º

Ironicamente o site do PT Leopoldina está na 13º colocação pela corrida dos melhores sites de política do país. O site de uma pequena cidade do interior de minas tem a chance de ficar entre os 10 melhores do país. Para isso basta você votar.

Clique aqui e vote diretamente no site do PT Leopoldina.

O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim está em primeiro lugar, seguido do reacionário Mídia Sem Máscara e seguido site do PT Nacional em terceiro lugar.

Esta é a 12ª edição do prêmio iBEST, que premia as melhores páginas da internet com base no voto dos internautas.

O prêmio já foi vencido pelo PT Nacional em 2003.
O site também ficou duas vezes entre os três melhores colocados, em 2002 e 2004.
A votação deste ano teve início em 3 de janeiro e vai até 9 de maio.

Para ver todos os concorrentes, em todas as categorias, clique aqui. O PT Leopoldina concorre na categoria Cidadania/Política.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Com medo da investigação, tucanos agora fogem de CPI dos cartões no Senado

Com medo de que sejam investigados os gastos corporativos durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o PSDB iniciou nesta quinta-feira (7) uma operação para tentar derrubar a CPI proposta pela base aliada no Senado – com a qual serão analisadas todas as despesas com cartões e contas similares desde 1998.

O pedido de CPI foi protocolado ontem (6) no fim da tarde pelo líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RO). No primeiro momento, tucanos como Álvaro Dias (PR) e Artur Virgílio acusaram o golpe e saíram esbravejando contra a iniciativa.

Para eles, a investigação só vale se atingir exclusivamente o governo Lula. Por este motivo, decidiram hoje intensificar a ofensiva para a criação de uma CPI paralela Mista (envolvendo a Câmara e o Senado), mas com o foco voltado apenas para os cinco anos da atual administração.

Pela ótica da moralidade tucana, os gastos da equipe de FHC – que não tinham qualquer transparência e foram maiores dos que os realizados pelo governo Lula – devem permanecer ocultos da sociedade brasileira.

A instalação de uma nova CPI, nos moldes pretendidos pelo tucanato, exige no mínimo 171 assinaturas, número que eles esperam conseguir com o apoio do DEM e outros aliados de ocasião.

Já a CPI protocolada pela base aliada no Senado tinha ontem quatro assinaturas a mais do que o necessário e pode começar a funcionar “imediatamente”, segundo adiantou o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-PA).

Também ontem, o líder Jucá explicou as razões pelas quais a base decidiu tomar a iniciativa da investigação.

“A CPI não seria necessária, mas pior do que fazer a CPI é ficar uma nuvem pairando em cima do governo como se o governo tivesse algo a esconder, tivesse algum comprometimento, tivesse feito alguma questão errada, como inclusive estavam levantando questões ligadas à família do presidente. Como o governo não tem o que esconder, vamos fazer a CPI e vamos averiguar”, disse ele.

Gastos reduzidos

Da parte do governo, os ministros Franklin Martins (comunicação Social), Jorge Armando Felix (Segurança Institucional) e Dilma Rousseff (Casa Civil) concederam entrevista coletiva na qual forneceram informações completas sobre o uso dos cartões.

As informações derrubaram a quase totalidade das insinuações levantadas pela oposição e pela imprensa sobre a suposta "farra" promovida com os cartões corporativos.

"Não há uma única investigação do TCU que constate grave irregularidade no uso dos cartões", disse a ministra Dilma Roussef durante a coletiva.

Ela explicou os critérios administrativos que regulam o uso do cartão, lembrou que órgãos como o TCU (Tribunal e Contas da União) e CGU (Controladoria Geral da União) fiscalizam os gastos feitos com os cartões e ressaltou que no governo Lula a ampliação no uso dos cartões foi seguida da diminuição das despesas e aumento da transparência.

Munida de números, a ministra da Casa Civil comemorou a redução de despesas de pronto pagamento de R$ 213 milhões em 2001 (governo FHC) para R$ 177 milhões em 2007.

Segundo Dilma, mesmo o cartão tendo sido criado durante o governo FHC, foi só a partir de 2003, quando Lula assume o governo, que o uso dos cartões – que dão mais transparência aos gastos governamentais – passou a ser levado a sério.

A ministra sugeriu que esta mesma transparência seja estendida a governos estaduais e municípios.

Retrocesso

Franklin Martins reforçou que o governo está absolutamente tranquilo em relação ao uso dos cartões. "Se houver alguma coisa de errado, quem fez este pagamento, irá responder pelo erro. Seria um retrocesso abandonar um cartão que oferece transparência por alguma coisa que não se sabe como é gasto".

Ele respondeu também às indagações sobre por que o governo não faz licitação para compras da alimentação consumida nas sedes do governo. "Não tem que ter licitação para o gasto de alimentação da presidência. Se houver licitação, o sigilo deixa de existir", esclareceu o ministro, lembrando que estes gastos são sigilosos para garantir a segurança institucional.

Martins também criticou os órgãos de imprensa que divulgam gastos de órgãos de governo como se fossem gastos abusivos. "É um absurdo quando a imprensa tenta mostrar que o gasto de tal órgão é um escândalo. Escândalo onde? Se aquele gasto está dentro do orçamento, qual o problema? Se há uma despesa que pareça irregular, então que se aponte qual é esta despesa, mas não se deve generalizar os gastos de toda uma repartição", afirmou o ministro.

Diante de uma pergunta incoerente de um jornalista do portal Terra, sobre o governo ter supostamente usado "dois pesos e duas medidas" nos casos dos ministros do Esporte, Orlando Silva; e da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, Martins saiu em defesa do ministro Orlando Silva e reafirmou que a despesa de R$ 8,30 feita pelo ministro só foi considerada irregular porque eita em Brasília e não em outra cidade e que o ministro, ao perceber o erro, devolveu o valor aos cofres públicos em tempo hábil. "Antes de qualquer órgão de imprensa apontasse o erro", destacou Martins.

Dilma também defendeu o ministro do Esporte e salientou que a despesa de R$ 8,30 pode ser considerada um lapso, mas em hipótese alguma pode ser dito que haja improbidade administrativa neste caso.

Segundo Dilma, o governo não pretende acabar com o uso dos cartões corporativos. Para a ministra, esse modo de pagamento é mais seguro e rastreável.

"O cartão corporativo é um avanço. Hoje, 70% dos gastos são pagos por meio de saques, de pronto pagamento e apenas 30% com cartões. Queremos inverter esses números", disse.

Gastos com segurança

O chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Armando Jorge Félix, falou sobre os gastos feitos com cartões de agentes que cuidam da segurança do presidente Lula e de familiares do presidente.

Félix disponibilizou aos jornalistas informações simples e bastante óbvias que deixam clara a má fé de quem tenta transformar em escândalo fatos que são absolutamente normais e justificáveis.

O ministro explicou, por exemplo, que por questões de segurança, são os próprios agentes e militares que fazem reformas e reparos nos escritórios da Abin situados em Florianópolis e em São Bernardo do Campo – cidades onde residem filhos do presidente Lula —, motivo pelo qual faturas de alguns cartões apresentavam despesas em lojas de material de construção. Explicou também que profissionais da área de segurança precisam de treinamento e bom preparo físico e para isso é dado a eles acesso a equipamentos de ginástica.

Por causa deste comportamento irresponsável da mídia, o governo federal estuda não divulgar alguns gastos do cartão da Presidência.

"Informações da família do presidente são sigilosas. Temos o dever de proteger os chefes de estado e suas famílias e convidados", disse Dilma.

Com informações das agências e do site Vermelho.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Blog do Paulo André concorre ao Prêmio iBest

O blog de economia e política do leopoldinense Paulo Cangussú André está concorrendo entre os melhores blogs do Brasil no prêmio ibest.

Vamos votar e dar uma força para quem ajuda a divulgar as informações que não saem nos jornais e revistas conservadoras deste país.




Também não deixe de ler o blog o endereço é: blogdopauloandre.blogspot.com

Lançamento da Campanha de Filiação 100 mil filiados por Minas e pelo Brasil

Para comemorar a marca de 100 mil filiados em Minas e pelo Brasil, e o aniversário de 28 anos do Partido, o PT/MG no dia 10 de fevereiro, data da criação da legenda, irá realizar um encontro a partir das 11h, no restaurante Cozinha de Minas, localizado à rua Gonçalves Dias, 45, bairro Funcionários.

De acordo com o presidente do PT de Minas, Reginaldo Lopes, com crescimento econômico, distribuição de renda, e sem abrir mão do controle inflacionário, ganho relevante para a classe trabalhadora, o Brasil vem passando por transformações significantes. Mas para o progresso ser contínuo, este projeto não pode ser interrompido. O governo Lula é o ponto de partida, e não de chegada das mudanças sociais no país.

Em Minas Gerais os impactos das políticas públicas da gestão Lula fazem a diferença, mas é necessário mais ousadia, porque “Minas são Várias”, relata Reginaldo Lopes.

“A nossa Campanha de 100 mil filiados por Minas e pelo Brasil, pretende ampliar o nosso time, porque os desafios de uma Minas e um Brasil sem injustiça, sem desigualdade, sem preconceito, é um processo permanente de luta e conquista.”


Um carinhoso e fraterno abraço,
Reginaldo Lopes.

Mais informações pelo telefone (31)3115-7613 ou através do endereço eletrônico: secretariageral@ptmg.org.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

PT de Minas Gerais, inicia uma nova gestão

O PT de Minas Gerais, inicia uma nova gestão já colocando um novo olhar para enfrentar o desafio de organização e fortalecimento no cenário político mineiro.


O PT mineiro terá 26 regionais compostas de 30 a 45 cidades, num raio máximo de 150 km.


Nestas regionais, serão realizadas eleições diretas para a escolha da coordenação, que terá o seguinte formato:

Coordenador Geral, Coordenador Financeiro, Coordenador de Formação Política, Coordenador Institucional, Coordenador de Movimentos Populares.

As regionais podem ter os setoriais de acordo com a realidade:

Juventude, Sindical, Esporte, Agrária, Mulheres, GLBTT, Promoção Racial, Economia Solidária, Saúde, Portadores de Deficiência, Meio Ambiente, Núcleo de e Empresários, Cultura, Criança e Adolescente, Terceira Idade, Educação, Indígena.

Font: Blog do PT de Ubá

Vote no prêmio Ibest


sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

CURSO DE RECICLAGEM COM ARTE

O que tem de melhor em papel marche
Artesanato com canudinhos de PAPEL

Professora: Gracinha do Instituto Chica de Cataguases

Dia: 30/01/08 (Quarta feira)
Hora: 13:30
Local: Escola Estadual Luiz Salgado Lima

Venha e traga muita vontade de fazer ARTE
Colaboração: R$ 3.00
SIND UTE –Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação - Subsede- Leopoldina
Inscrições e informações:
3441 5615 (tarde)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PT abre processo pré-seletivo para bolsas em Cuba

Como vem ocorrendo há vários anos, a Secretaria de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores está organizando o processo pré-seletivo dos bolsistas que estudarão na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em Cuba. Para este ano de 2008 foram oferecidas 10 vagas (5 para homens e 5 para mulheres).

O Governo cubano oferece, desde 1999, estas bolsas de estudo, através de várias organizações brasileiras, entre as quais o Partido dos Trabalhadores. As bolsas cobrem todos os gastos com o curso, alojamento e alimentação, além de incluírem uma pequena ajuda de custo. Ficam a cargo do/da estudante as passagens aéreas, tanto agora, quanto durante o curso.


Trata-se de um processo pré-seletivo. Ou seja: a seleção final é feita pelo governo cubano. A pré-seleção não gera direito adquirido, mas apenas relaciona as pessoas que serão submetidas ao processo seletivo final.


Os pré-requisitos definidos por Cuba (os dois primeiros) e pelo PT (os dois últimos) para participar da pré-seleção são:


- ter no máximo 25 anos no momento de iniciar o processo seletivo;

- ter concluído o ensino médio (ou equivalente), com obrigatoriedade das matérias de Biologia, Física e Química em todos os anos;

- ter estudado todo o período escolar em escola pública;

- ter no mínimo 2 (dois) anos de filiação partidária e apresentar carta de recomendação de instância partidária, ou seja, setorial, diretório ou comissão executiva de âmbito municipal, estadual ou nacional. Esclarecemos que não se trata de recomendação de um membro da instância, mas sim recomendação aprovada em reunião da instância partidária.


Além destes pré-requisitos, os concorrentes devem providenciar a seguinte documentação, exigida por Cuba:

- cópia autenticada da certidão de nascimento;

- certificado de conclusão do ensino médio, com firma reconhecida da assinatura do diretor da escola;

- histórico escolar do ensino médio, com firma reconhecida da assinatura do diretor da escola;

- exame de HIV com firma reconhecida da assinatura do médico responsável;

- no caso das mulheres, exame de gravidez, com firma reconhecida da assinatura do médico responsável;

- atestado de saúde física e mental, com firma reconhecida da assinatura do médico responsável;

- certidão negativa de antecedentes penais e civis;

- fotocópia da identidade;

- passaporte original válido;

- 6 fotos (duas no tamanho 4x4 e quatro no tamanho 2x2).

- ficha de contatos, contendo números de telefones, correio eletrônico e endereço.


Esta documentação deve ser postada no correio até o dia 30 de janeiro, sem prorrogação. Ainda assim, a Secretaria de Relações Internacionais não aceitará documentos que, mesmo postados até o dia 30 de janeiro, cheguem após o dia 7 de fevereiro. O atraso no envio e/ou a falta de algum documento implicará a desclassificação automática, sem nenhum tipo de recurso nem prazo para complementar. Para evitar problemas com a entrega, solicitamos que enviem com aviso de recebimento (AR).


A classificação dos candidatos que atendam os pré-requisitos e tenham enviado toda a documentação, será feita com base em suas notas, contidas no histórico escolar. Em caso de empate, a Comissão Executiva Nacional do PT terá a responsabilidade do desempate.


Uma vez concluída a pré-seleção, a lista será enviada à Embaixada de Cuba, a quem caberá realizar o processo final de seleção. Esta seleção incluirá uma entrevista com o/a candidato/a, bem como análise da documentação entregue. O Governo cubano, através de sua Embaixada, pode requisitar o reenvio e/ou atualização de algum documento.O endereço para o envio da documentação é:


Partido dos Trabalhadores

a/c Secretaria de Relações Internacionais

Rua Silveira Martins, 132 - 5º. andar

CEP: 01019-000

São Paulo - SP

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Balanço de um ano mostra que 86% das obras do PAC estão dentro do cronograma

Um ano depois do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), 86% das 2.014 ações previstas apresentam andamento adequado, de acordo com avaliação do Comitê Gestor do programa divulgada nesta terça-feira (21).

Doze por cento das obras exigem atenção e 2% estão com ritmo de execução considerado preocupante.Um balanço dos 12 primeiros meses do PAC está sendo feito no Palácio do Planalto pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo ela, a situação das obras é “muito positiva”.


Em relação à execução orçamentária, 97% dos R$ 16,5 bilhões do Orçamento Geral da União destinados ao PAC foram empenhados até 31 de dezembro. Entre as expectativas para 2008, estão a concessão da BR-116-324, na Bahia, além de licitações para obras em nove aeroportos, o leilão de construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), e o conjunto de licitações do Projeto de Integração e Revitalização do Rio São Francisco.


Além de Dilma Rousseff, participam da solenidade, no Palácio do Planalto, os ministros Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Bernardo, do Planejamento, Guido Mantega, da Fazenda, Edison Lobão, de Minas e Energia, José Gomes Temporão, da Saúde, Marcio Fortes, das Cidades, e Sergio Rezende, da Ciência e Tecnologia.


Leia também:



''Revista Fórum'' aborda a censura na imprensa mineira

Em novembro do ano passado, a Revista Fórum fez a abordagem mais precisa sobre a censura nos meios de comunicação de Minas praticada pelo governo do estado. A reportagem, feita pelo excelente jornalista Pedro Venceslau, editor da revista Imprensa, mostra como a irmã do governador, Andréia Neves, também conhecida como Andréia Mãos de Tesoura, mantem sobre controle absoluto todo o noticiário da grande imprensa mineira.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Assine o projeto que pede um plebiscito sobre a Constituinte exclusiva

O Partido dos Trabalhadores continua coletando assinaturas ao projeto de iniciativa popular que propõe um plebiscito sobre se a população quer ou não a convocação de uma Assembléia Constituinte para fazer a reforma política.

Pelo projeto, o plebiscito acontecerá em 31 de janeiro de 2009, quando os brasileiros deverão responder à seguinte questão: “O sr (a) aprova a convocação de uma assembléia constituinte soberana e específica para promover uma reforma constitucional no Título IV da Constituição Federal que redefina o sistema político-eleitoral?”.

Para que um projeto de iniciativa popular seja apresentado no Congresso Nacional são necessárias assinaturas de pelo menos 1% do eleitorado (algo em torno de 1,3 milhão de pessoas acima de 16 anos), com participação de no mínimo cinco Estados.

IMPORTANTE: Todas as adesões devem obrigatoriamente ser acompanhadas de nome completo, endereço e número do título de eleitor.

Clique aqui para conhecer o projeto, imprimir e fazer a coleta de assinaturas. A impressão deve ser feita em papel tamanho A4, com o espaço para as assinaturas na frente e a justificativa do projeto no verso.

Todos os formulários devem ser enviados ao seguinte endereço: Sede Nacional do Partido dos Trabalhadores – Setor Comercial Sul, Quadra 02, Edifício Toufic, 3º andar, CEP 70302-000, Brasília, Distrito Federal.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Confira entrevista com o presidente Reginaldo Lopes

Aos 34 anos e no segundo mandato como deputado federal, Reginaldo Lopes quer reconstruir o PT mineiro, depois da crise de 2006, quando, além de ser derrotado pela segunda vez pelo governador Aécio Neves (PSDB), o partido viu suas bancadas na Câmara dos Deputados e na Assembléia Legislativa serem reduzidas e nem sequer lançou candidato ao Senado. A habilidade política passou no primeiro teste, ao conseguir uma composição inédita com a esquerda partidária, que resultou na desistência do segundo colocado na eleição direta, o deputado estadual Durval Ângelo. O acordo foi feito com a ajuda também do deputado federal Gilmar Machado e do estadual padre João, que também concorreramna eleição. O primeiro desafio é enfrentar a disputa dos dois maiores líderes do partido – o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias – pela candidatura ao governo de Minas em 2010. “Não acredito em prévias nem em disputa. Eles não têm perfil para isso”, disse.


Confira abaixo a entrevista na íntegra:


-Quais são os desafios do PT no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

Um partido político não deve ser só para disputar eleições. A geração que lutou contra a ditadura encerra um ciclo na história do Brasil, que foi fazer o país retomar o crescimento, distribuindo renda, sem falar no controle rigoroso do processo inflacionário. O que fazer depois do mandato do presidente Lula? Essa é a tarefa da nossa geração, que é intermediária e foi seduzida pelas bandeiras do PT. O PT renovou a política brasileira, porque construiu a maior liderança popular deste país, que é o presidente Lula.


-Em 2010, o PT vai ter um novo Lula ou não é bem isso que o partido precisa ter?
O PT precisa disputar o capital político do governo Lula. Há quatro critérios para definir o sucessor do presidente. Ele precisa ter a capacidade de se identificar mais com o governo Lula, ter maior aceitação popular em intenção de votos, unificar o PT e ser o que dialoga melhor com a base aliada.

-Há nomes para suceder Lula em outros partidos da base aliada, como o deputado federal Ciro Gomes (PSB). Há problemas se o nome não sair do PT?
O maior compromisso talvez não seja ser do PT, mas dar continuidade ao projeto implementado pelo PT por meio do presidente Lula. Eu defendo um candidato do PT porque é o maior partido de esquerda da América Latina. Será muito difícil ter outro nome da base aliada que tenha capacidade de liderar esse processos em ser do PT.

-O senhor vê a possibilidade de PT e PSDB se unirem num futuro próximo ou já em 2010?
Pela demonstração que o PSDB deu na votação da prorrogação da CPMF, é muito difícil. Foi uma decisão irresponsável, infelizmente liderada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Uma liderança sem popularidade derrotou duas lideranças grandes do PSDB, como os governadores José Serra e Aécio Neves.Nesta conjuntura,é muito difícil uma aliança do PT com o PSDB em 2010.

-A relação entre o PSDB e o governo Lula será outra, depois desse episódio?
Como a votação se deu no Senado, é mais grave ainda. Na Câmara, o debate de idéias faz parte da representação popular,mas lá foi aprovado em dois turnos.No Senado deveria haver o equilíbrio da nação, com a representação dos entes federados, mas o posicionamento do PSDB não abrigou o dos governadores. A falta da CPMF prejudica os estados.

-Em Minas, temos um governador que é também presidenciável. Depois da segunda derrota do PT em 2006 para Aécio Neves, para reconstruir o partido será necessário explicitar a oposição ao governo do PSDB?
A nossa relação com o PSDB de Minas é bem diferente da relação do PT com o PSDB de São Paulo, até no jeito mineiro de fazer política. Mas é verdade que aprovamosno terceiro congresso estadual do PT que somos oposição ao atual governo do PSDB, por unanimidade. Não há uma guerra regionalista. É muito pequeno pensar assim. São Paulo tem um papel importantíssimo para o Brasil. Para dar continuidade ao projeto que o presidente Lula está fazendo, queremos conhecer as diferenças entre Serra e Aécio.
-Nos cinco anos de governo Aécio, o PT sofreu vários revezes. Quais foramos principais equívocos que colocaram o partido numa posição de isolamento eleitoral, não permitindo sequer que fosse eleito um senador pela legenda?
Cometemos erros na campanha de 2002, principalmente na questão da aliança, quando poderíamos ter eleito um senador. Era impossível vencer o Aécio em 2006, mas poderíamos ter feito uma opção mais à esquerda, com bandeiras e aliados que pudessem fazer um contraponto à visão de Estado do PSDB. Era melhor termos nos concentrado na eleição para o Senado e, ao mesmo tempo, termos pautado um discurso mais radicalizado em relação ao PSDB. Como isso não foi feito, ficou ainda mais fácil a vitória do governador. Não concordo que o PT tenha sido derrotado durante os cinco anos. Em 2004, elegemos o maior número de prefeituras da nossa história, passamos de 30 para 84 prefeitos. Estamos acumulando forças. Reelegemos o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, em primeiro turno.

-Apesar de ter crescido em 2004, em 2006 vários prefeitos do PT apoiaram o governador Aécio Neves. Onde foi parar a disciplina partidária?
Houve um erro da antiga gestão estadual do PT. Ao ser oposição em Minas, esqueceu que era situação no governo federal. A nossa direção não conseguiu dar nossas prefeituras. Teremos que fazer agora uma correção de rumos. O PT governa o país, temos que melhorar a nossa relação institucional entre governo e os prefeitos.

-Essa é a razão para muitos prefeitos do PT dizerem que são mais bem tratados pelo governador Aécio do que pelo governo federal, incluindo os ministros?

Nossa direção estadual não teve a compreensão de informar e preparar as nossas prefeituras a elaborar projetos e angariar recursos. Quando se é oposição, a cobrança é pelo debate idéias, mas, quando se é governo, a cobrança é pela ação concreta nos municípios.

-Há meta para eleição de prefeitos em 2008?
Não há cidade prioritária, não quero fixar metas, para não ficar refém delas. Porém, se não fizermos um sucessor do PT na Prefeitura de Belo Horizonte, será uma derrota. Se isso acontecer, compromete 2010.

-Se não há sucessor natural do presidente Lula, também não há sucessor natural do prefeito Fernando Pimentel, em Belo Horizonte. Como será conduzida esta eleição?
O nome não deve ser tão conhecido, mas precisa se identificar com Pimentel, precisater apoio do ministro Patrus Ananias. Temos os deputados estaduais Roberto Carvalho, André Quintão e o deputado federal Miguel Corrêa Júnior.

-Há uma disputa interna entre Pimentel e Patrus, com pensamentos e relações diferentes em relação ao governo Aécio Neves e à sucessão presidencial. Como evitar que essa fissura prejudique o partido na disputa pelo governo do estado?
Aécio não vai sair do PSDB porque transformaria José Serra em candidato natural. Ele vai enfrentar primeiro uma disputa dentro do PSDB. Os dois partidos padecem do mesmo mal: são muito paulistas. Presidir o PT no segundo colégio eleitoral é ter responsabilidade com a sucessão do presidente Lula. O nosso partido tem também condições de apresentar um nome para a sucessão do presidente Lula. Em Minas são os que temos ao governo do estado: Pimentel e Patrus. A composição seria o melhor dos mundos. Não acredito em prévias nem em disputa entre Patrus e Pimentel. Eles não têm perfil para isso. É preciso ir devagar. Como a região metropolitana não tem tanto peso na eleição do estado como um todo, se a gente não organizar o PT no interior, não adianta nomes. Não temos o direito de arrumar uma disputa entre nós, sendo que em2010 há vários cargos: presidente da República, senador, vice-presidente e governador. Temos que trazer o PMDB e a liderança do ministro Hélio Costa, para repetir em Minas a aliança nacional. Precisamos primeiro arrumar o nosso time, para depois enfrentar o adversário.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aposentados e pensionistas têm direito a passagens interestaduais de graça

Aposentados e pensionistas com mais de 60 anos e renda de até dois salários mínimos têm direito a passagem de ônibus interestadual gratuita. Para usufruir do benefício, é necessário se cadastrar nos postos de atendimento com carteira de identidade e comprovante de residência. Os postos ficam nos centros de Desenvolvimento Social e nas secretarias municipais de Assistência Social.
O prazo de entrega da carteira é de 30 dias. As pessoas cadastradas que ainda não receberam a carteira podem adquirir as passagens, desde que informem o número do registro e apresentem documento de identificação.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, a assessora Maria das Graças Bibas, do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, informou que cada ônibus é obrigado a disponibilizar dois assentos de graça para aposentados ou pensionistas. Esgotados os assentos, eles podem comprar com 50% de desconto e, nesse caso, não há limite desde que seja para uso próprio.

Segundo a assessora, os idosos não precisam ter receio quanto à burocracia. “O procedimento é muito simples e as empresas de transporte, até o momento, não colocaram nenhum empecilho”. Cerca de 47 mil idosos já utilizam o benefício.

“O principal objetivo desse trabalho é proporcionar a essas pessoas o direito de viajar a outros estados para tratamentos médicos”, disse Maria das Graças.

Outras informações podem ser obtidas no telefone 0800 7072003.

Produção industrial cresceu 6,7% em novembro, aponta pesquisa do IBGE

A produção industrial brasileira cresceu 6,7% em novembro de 2007, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo aponta pesquisa do IBGE divulgada nesta quinta-feira (10). O crescimento, nessa base de comparação, ocorreu em 13 das 14 regiões pesquisadas.

Espírito Santo, com expansão de 11,6% no período, Minas Gerais (9,6%), Rio Grande do Sul (8,7%) e São Paulo (8,5%) foram os Estados que apresentaram o maior ritmo de aumento da produção. O destaque negativo foi o Estado do Pará, cuja produção industrial diminuiu 2% em relação a novembro de 2006.


No indicador acumulado entre janeiro e novembro de 2007, houve crescimento em todos os locais pesquisados (6% em média), também liderado por Minas Gerais (8,8%). Vieram na seqüência Rio Grande do Sul (8,0%), Paraná (7,1%), Espírito Santo (6,7%) e São Paulo (6,1%), todos com taxas acima da média nacional (6,0%).


Nesses locais, aponta o instituto, confirma-se o padrão de crescimento observado para o total da indústria brasileira ao longo de 2007, que apresentou expressiva participação dos segmentos produtores de bens de capital (especialmente associados aos setores agrícola, de informática e de transportes) e de bens de consumo duráveis (automóveis). Contribuíram também os setores exportadores de minério de ferro, açúcar e carnes de aves.


No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 5,5%, também em todas as regiões. Já na comparação com outubro deste ano, houve recuo de 1,8%.


Até onde vai a Crise nos EUA?

Paulo Cangussú André

Os riscos de uma recessão na economia americana são cada vez maiores e ameaçam o mundo inteiro, advertiram ontem o World Economic Forum (WEF), o Citigroup e a Marsh & McLennan.
Até onde isso é verdade? É verdade que os Estado Unidos estão passando por um momento economicamente difícil, mas tentar alertar o mundo inteiro por causa desta crise é nada mais que uma estratégia.

Que fique bem claro, esta crise dos EUA nada mais é que uma reação do mercado às irresponsabilidades cometidas por Bush e Alan Greenspan. Crise que prejudicou significativamente as instituições financeiras daquele pais.

Agora estas instituições vêm tentando criar um clima de apreensão internacional para que os investidores voltem para os EUA. A coisa funciona mais ou menos assim. Os investidores internacionais estão sempre em busca de mercados mais lucrativos e seguros. Na teoria os Estados Unidos seria o mercado mais seguro, então com a ameaça de uma provável crise internacional estes investidores voltariam para os EUA, abarrotando de dinheiro os cofres destas instituições financeiras.

A estratégia é perfeita, é só difundir a idéia de que a crise se espalhará pelo mundo caso os EUA entre em uma recessão, combinando isso com análises sobre possível redução do crescimento da China os EUA volta a ser um porto seguro.

Infelizmente a imprensa não presta atenção nisso, e os economistas que ficam ligados somente nas fórmulas e se esquecem do jogo político caem na armadilha. Nada no mundo econômico é por acaso, tudo tem explicação, os cálculos indicam o comportamento, mas não dizem o porque deste comportamento isso que faz da economia uma ciência humana.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Por que demos e tucanos estão nervosos

O Blog do Alê, que tem sempre números atualizados sobre a nossa economia, mostra a razão do desespero que baixou no terreiro dos demos e dos tucanos. Basta ler alguns títulos das postagens deste ano de 2008:

. Captação da poupança bate recorde e chega a R$ 33,37 bilhões em 2007
. Cai relação entre cesta básica e mínimo, a menor desde 1972
. Empresas brasileiras têm melhor resultado da década, diz Serasa
. Renda média familiar no Nordeste cresce 12%
. Calçados desmentem previsão e crescem 8%

Todos os números do governo são positivos. O país está otimista quanto ao futuro. Mas a nossa
alegria é a desgraça deles. E vice-versa, como demonstraram as urnas, onde eles levaram surras históricas.

Não é por outra razão que eles fazem qualquer coisa para atrapalhar o governo. Ainda que isso signifique, por extensão, atrapalhar o país.

Dois anos de falecimento do Dr. Paulo Sérgio Robert André

À exatamente 2 anos atrás, no dia 09 de janeiro de 2006 falecia o Dr. Paulo Sérgio Robert André. Um dos fundadores do PT em Leopoldina além de um dos mais importantes membros do partido Dr. Paulo André faleceu em um acidente de carro em direção à Vitória nos Espírito Santo.

Ele era casado com a atual presidente do PT de Leopoldina e ex-Vereadora Iolanda Cangussú André. Além da esposa Dr. Paulo André deixou três filhos e vários amigos.

O PT Leopoldina deixa aqui sua homenagem ao inesquecível petista, dentista, esposo, pai e amigo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Petistas rejeitam acordo eleitoral para sucessão em BH

Possibilidade de uma aliança com os tucanos para a sucessão em Belo Horizonte não é bem recebida por líderes do partido.

O presidente estadual do PT, Reginaldo Lopes, declarou ontem considerar de "difícil costura" um acordo político entre PT e PSDB em torno da sucessão à Prefeitura de Belo Horizonte.

"Apesar de em Minas fazermos política de forma respeitosa, preservando as relações institucionais, há grandes diferenças que separam os projetos políticos. A principal delas diz respeito à gestão do governo", afirmou Reginaldo Lopes. Segundo ele, o governo petista compartilha a gestão, privilegiando a participação popular. "Além disso, o destaque que damos à questão social é uma grande diferença entre o nosso governo e o governo do estado", afirmou.

Alguns pontos dificultam o hipotético acordo, acrescenta Reginaldo Lopes. "Em nome de qual projeto seria esse acordo e quem o lideraria?", indaga, salientando que é no momento eleitoral que as diferenças se destacam. "Uma coisa são relações institucionais. Outra coisa é a disputa, quando se marcam as diferenças. Acho esse acordo muito difícil", reiterou.

Com Reginaldo Lopes fizeram coro ontem representantes petistas de diferentes correntes dentro do partido, em resposta ao prefeito Fernando Pimentel, que, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, defendeu um acordo com o Palácio da Liberdade caso o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, não se disponha a concorrer.

Por considerá-lo um "candidato natural", "com respeitabilidade" e densidade eleitoral, petistas endossam a disposição de Pimentel em tentar convencer Patrus Ananias a deixar o ministério. Alguns pré-candidatos, como os deputados estaduais Roberto Carvalho, André Quintão e o ex-deputado estadual Rogério Correia, declaram, inclusive, que, se Patrus vier a ser o candidato, todos abrirão mão da pré-candidatura.

Mas como Reginaldo Lopes, muitos petistas se mostram reticentes em relação a uma aliança eleitoral com os tucanos. "Essa proposta precisa ser mais discutida no PT", desconversa Roberto Carvalho. "O PT tem a obrigação de apresentar um nome para a cidade e para os partidos que estão na base de sustentação do governo Lula e da Prefeitura de Belo Horizonte", afirma André Quintão. "A primeira preocupação do PT tem de ser a unidade interna em torno de um nome para o conjunto dos partidos aliados", sustenta André Quintão. O parlamentar acrescenta: "Naturalmente não se descarta a hipótese de o PT apresentar um nome que tenha a simpatia do Palácio da Liberdade, já que isso facilitaria um entendimento político e administrativo posterior". Mas Quintão faz ressalvas, considerando que o PT, na condição de maior bancada municipal, além de administrar a cidade desde 1992, tem a obrigação de apresentar um candidato para dar seqüência ao seu projeto político.

Em meio ao fogo amigo petista, a líder do governo na Câmara Municipal, Neusa Santos, vem em apoio à proposta do prefeito. "Patrus é nome natural, é o candidato que a cidade quer e deseja. Se não for ele, temos um diálogo bom com o Palácio da Liberdade", assinala, considerando que o governador Aécio Neves tem liderança política na capital que não pode ser desconsiderada.

"Esse acordo deve suscitar resistência no PT. Não é caminho fácil. Mas na prática, na gestão pública, o diálogo entre Aécio e Pimentel tem sido bom para a cidade", afirma, salientando que Pimentel deve conduzir a sucessão, que também passa por Aécio.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Governo agiu dentro da lei ao mudar regras do Bolsa Família, afirma Patrus

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse nesta segunda-feira(7) que a extensão do programa Bolsa Família para jovens de 16 e 17 anos de idade foi feita “considerando a lei”. A idade para recebimento do benefício foi alterada por meio de uma Medida Provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União três dias antes do término de 2007. Antes, a idade máxima era de 15 anos. O ministro falou sobre o assunto depois da entrega do certificado de parceiro do Programa Fome Zero ao Comando da Aeronáutica.

A medida foi editada pouco tempo antes da entrada em vigor, em 1º de janeiro, da lei que trata de eleições. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legislação determina que "no ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto em casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior". Em 2008, serão realizadas eleições municipais para prefeito e vereador.

De acordo com Patrus Ananias, o governo apenas cumpriu o que diz a lei. “Considerando a lei, aquilo que ela diz, a Medida Provisória foi enviada no tempo estabelecido pela lei e, portanto, ao meu ver, falo como advogado, como professor de direito, rigorosamente legal. Qualquer outra interpretação é colocar a lei no campo das interpretações pessoais, subjetivas.”

O ministro também lembrou que as discussões sobre o reajuste do benefício tiveram início em meados de 2007. Em setembro foi enviado ao Congresso Nacional um projeto de lei para aumentar a idade máxima de recebimento do benefício, mas a obstrução das votações na Câmara dos Deputados, para não prejudicar a votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, impediu que o projeto fosse votado ainda no ano passado.

Questionado sobre os cortes no orçamento da sua pasta, ele disse que não recebeu nenhuma sinalização do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nem dos ministros da equipe econômica de que poderá haver cortes na sua área.

“O que eu temo é que possa haver redução na expansão dos nossos programas, o aperfeiçoamento dos nossos programas. Por exemplo, em 2008 estamos determinados em criar uma secretaria de geração de oportunidades e inclusão produtiva, uma secretaria que trabalhe as ações emancipatórias dos nossos programas, especialmente do Bolsa Família”, disse o ministro.


Agência Brasil

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Berzoini: mobilização da militância em 2007 mostrou maturidade da democracia petista

A capacidade de mobilização da militância petista foi destacada pelo presidente do partido, Ricardo Berzoini, na primeira entrevista dada ao Portal do PT após a confirmação de sua reeleição, nesta segunda-feira (17).

Ele referiu-se não apenas ao PED, mas também a todo o processo do 3º Congresso e de prévias municipais. “Embora possamos apontar falhas e trabalhar pela sua superação, o mais importante é verificar a maturidade de nossa democracia e o aprofundamento do debate político”, afirmou.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Qual sua avaliação do PED 2007?
Foi mais uma demonstração da democracia interna do PT, que em 2007 realizou seu 3º Congresso e uma eleição nacional, ambos os processos com centenas de milhares de militantes. Embora possamos apontar falhas e trabalhar pela sua superação, o mais importante é verificar a maturidade de nossa democracia e o aprofundamento do debate político. A militância do PT está de parabéns.

As projeções indicam que sua porcentagem eleitoral neste ano (em torno de 62%) será superior a do segundo turno do PED de 2005 (51,61%).

A que o sr. atribui esse crescimento?
São duas eleições diferentes disputadas em situações distintas. É claro que hoje o meu nome e minha atuação como dirigente partidário são mais conhecidos dos filiados. Também reflete a confiança dos militantes que apoiaram outros candidatos no primeiro turno e que votaram em mim nesse domingo.

Qual foi recado que a militância petista passou nesse PED?
Esse PED foi desdobramento do nosso 3º Congresso. Mas a militância reafirmou seu compromisso com o PT, depois de um ano intenso, com muitos debates e até prévias municipais, batemos o recorde de 2005, com 326 mil votantes.

A nova direção do PT vai preparar o partido para as eleições municipais de 2008. De que maneira isso será feito?
Vamos estruturar o Grupo de Trabalho Eleitoral para dar apoio aos Diretórios Regionais e Municipais. Além disso, vamos abrir o debate sobre a política de alianças e sobre as questões programáticas comuns, que servirão de base para os programas locais. E vamos preparar documentos de orientação para a estruturação das campanhas.

Quanto às tarefas prioritárias para a organização do PT no próximo período, qual deverá receber maior atenção de sua parte neste primeiro momento?
As decisões do 3º Congresso sobre Formação e Comunicação devem ser o centro dessa preocupação, além de medidas que possam ampliar a transparência da gestão partidária em todos os níveis. O PT também precisa cuidar melhor de seu cadastro de filiados, bem como rediscutir sua política de finanças. De que maneira o PT, sob sua presidência, pretende se relacionar com os partidos que fazem parte da coalizão do governo Lula e com o próprio presidente?

O PT é um partido, deve ter propostas e considerações que representem seu pensamento político. Por outro lado, é o partido do presidente Lula, tem responsabilidade quanto ao apoio político ao governo. Deve apresentar propostas e críticas, quando necessário, de forma inteligente, sem confundir sua base em relação à nossa solidariedade com o governo. Os partidos da coalizão têm origens e programas muito diferentes, a relação com cada um deles se dá de forma distinta. Com os partidos de esquerda temos um diálogo estruturado em cima de nossas relações históricas e de questões programáticas.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Aprovação de Lula sobe para 65% e governo tem a melhor avaliação do ano

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 63% em setembro para 65% em dezembro, revela pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (12), que também apontou aumento na avaliação positiva do governo (ótimo e bom) de 48% para 51%. O índice é o mais alto do ano.

Já na avaliação negativa, 17% qualificam o governo como "ruim" ou "péssimo". Este indicador caiu um ponto percentual em relação a setembro, quando 18% da população avaliou desta forma o governo.

A nota média para o Governo Lula manteve o patamar de 2007, e foi de 6,6 em dezembro, segundo o levantamento. Há um ano, a nota média era 7.


Para se chegar aos resultados, foram entrevistadas 2.002 pessoas (com 16 anos ou mais), em 141 municípios, entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.


Avaliação do presidente

Enquanto a aprovação de Lula subiu, a desaprovação caiu de 33% para 30%. Entre os segmentos pesquisados, a desaprovação supera a aprovação apenas na faixa que recebe mais de 10 salários mínimos por mês.


O crescimento do saldo de aprovação é expressivo entre os jovens, na faixa com nível superior, entre os que recebem entre 5 e 10 salários mínimos e nos municípios que possuem entre 20 mil e 100 mil habitantes.A pesquisa também mostra que 60% da população confia no presidente Lula, contra 35% que não confia. O contingente dos que dizem não confiar teve baixa de dois pontos percentuais em relação a setembro.


Áreas do governo

A maioria da população desaprova o governo federal nos temas segurança pública (66%), controle da inflação (49%), taxa de juros (59%), desemprego (51%) e impostos (69%).


Na questão da segurança pública, ocorreu um aumento bastante nítido da desaprovação. Atualmente, 66% dos brasileiros desaprovam a atuação do governo na área, enquanto 32% aprovam. Há três meses, os percentuais eram 61% e 36%, respectivamente.


Hoje, 32% dos entrevistados afirmam que a segurança é o tema que mais merece atenção da sociedade. Há um ano, segurança aparecia em segundo lugar, com 23%. O primeiro era o combate à corrupção.

Com informações da Folha Online.

PIB cresce 5,7% no terceiro trimestre e tem maior alta desde 2004

A economia brasileira cresceu 5,7% no terceiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O crescimento superou o do trimestre anterior, que ficou em 5,4% - até então, a maior alta desde 2004. Naquele ano, o crescimento no segundo trimestre havia sido de 7,5% e no primeiro semestre, de 6,4%.
Na comparação com o trimestre anterior, o PIB brasileiro cresceu 1,7%, na série com ajuste sazonal, mantendo a trajetória de crescimento iniciada no primeiro trimestre, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O PIB reflete a soma de todas as riquezas produzidas por um país durante um determinado período. Entre julho e setembro, essas riquezas somaram R$ 645,2 bilhões. No segundo trimestre, foram R$ 630,2 bilhões. Segundo o IBGE, o PIB acumulado dos últimos quatro trimestres também registrou o maior crescimento desde 2004. Nessa comparação, o PIB cresceu 5,2% no terceiro trimestre de 2007. A última alta acima de 5% havia sido registrada no terceiro trimestre de 2004, de 5,7%. Outra comparação também confirma o bom resultado do PIB nacional: de janeiro a setembro, a alta foi de 5,3%.

Destaques
Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o maior destaque foi a agropecuária (7,2%), seguida pela indústria (1,8%) e pelos serviços (1,2%). Em relação ao terceiro trimestre de 2006, o maior destaque foi a agropecuária, seguida pela indústria e pelos serviços.

Na atividade industrial (5%), o destaque foi a indústria de transformação (5,7%), beneficiada pelo desempenho da fabricação de produtos químicos, máquinas e equipamentos, material elétrico e do setor automotivo. A construção civil cresceu 5%, seguida pela eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,8%). Por fim, a indústria extrativa mineral atingiu 2,0% de crescimento, em grande parte decorrência do aumento de 1,3% na produção de petróleo e gás e de 11,8% na produção de minério de ferro.
A taxa de agropecuária, que registrou crescimento de 9,2%, pode ser explicada em grande parte, segundo o IBGE, pelo desempenho de alguns produtos como o trigo e a cana-de-açúcar, com estimativas de crescimento de produção neste ano de 59,3% e 13,1%, respectivamente. No setor de serviços (4,8%), os maiores destaques foram para intermediação financeira e seguros (13,3%); serviços de informação (8,6%); comércio atacadista e varejista (7,4%); transporte, armazenagem e correio (4,6%); e serviços imobiliários e aluguel (3,2%). Os demais subsetores tiveram os seguintes desempenhos: outros serviços (2,0%); e administração, saúde e educação pública (1,5%).

Financiamento externo
A necessidade de financiamento externo do Brasil chegou a R$ 255 milhões no terceiro trimestre de 2007, contra uma capacidade de financiamento de R$ 14,1 bilhões no mesmo período de 2006.

Segundo o IBGE, o resultado é explicado principalmente pela redução no saldo externo de bens e serviços, no montante de R$ 12,8 bilhões, e pelo aumento de R$ 1,1 bilhão em renda líquida de propriedade enviada ao resto do mundo. Já no resultado do acumulado do ano, a capacidade de financiamento chega a R$ 1,9 bilhão, contra R$ 15,8 bilhões no mesmo período de 2006.

A renda nacional bruta, por sua vez, atingiu R$ 633,1 bilhões no terceiro trimestre de 2007 contra R$ 581,4 bilhões no mesmo período de 2006. Nessa mesma base de comparação, a poupança bruta atingiu R$ 125,4 bilhões, contra R$ 119,4 bilhões no ano passado. No acumulado de 2007, a renda nacional bruta alcançou R$ 1.839,6 bilhões; e a poupança bruta, R$ 350,6 bilhões.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Produção industrial cresceu em 13 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE

O crescimento de 2,8% na produção industrial do país em outubro, número já divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reflete expansões em 13 das 14 regiões pesquisadas, na série com ajustes sazonais.

Os dados regionalizados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo IBGE indicam que a única exceção foi o estado de Pernambuco, que teve queda na produção industrial de 1,3%. O resultado interrompeu dois meses de crescimento consecutivos - período em a produção acumulou elevação de 1,5%.

Os dados do IBGE mostram que o Paraná foi o principal destaque de outubro e o único estado com aumento de dois dígitos: 13,6%.

Outras cinco regiões envolvidas na pesquisa apresentaram resultado superior à média nacional de 2,8%: Rio de Janeiro (8,5%), Espírito Santo (6,6%), Amazonas (5,4%), Goiás (3,9%) e Bahia (3,0%).

Em São Paulo, o principal parque fabril do país, o crescimento foi de 1,5%; no Rio Grande do Sul, 2,8%; Minas Gerais, 2,3%; Pará, 2,0%; São Paulo, 1,5%; Santa Catarina, 1,4%; Ceará, 0,5%; e a Região Nordeste, que cresceu 1,3%.

Com informações do IBGE

Lula afirma que Banco do Sul vai reduzir dependência externa do continente


Ao participar neste domingo(9) da assinatura da ata de fundação do Banco do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pela primeira vez os sul-americanos comandarão um banco que atenda suas necessidades. E disse que a organização diminuirá a dependência da região dos atuais organismos financeiros internacionais.


"Este será o primeiro banco internacional verdadeiramente controlado pelos países de nosso continente", disse na Casa Rosada, sede do governo argentino.


O presidente voltou a defender que os países sul-americanos precisam se unir para enfrentar a concorrência internacional. "Somente forte, unida e integrada, a América do Sul poderá ocupar o lugar que lhe cabe no concerto das nações e desenvolvimento pleno dos nossos povos", afirmou.

"Não existe possibilidade de saídas individuais", completou. Dos sete presidentes que firmaram a ata, apenas Tabaré Vasquez, do Uruguai, estava ausente. Ele assinará o documento hoje (10), segundo Lula.

A assinatura da ata de fundacão estava prevista para o dia 5 de dezembro, em Caracas, de acordo com o presidente brasileiro. Lula explicou que todos mandatários decidiram adiar o evento para prestar hoje uma homenagem a Néstor Kirchner, que à tarde passa o comando da Argentina para sua esposa, Cristina Kirchner, primeira mulher eleita presidente do país.

Desigualdades sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também voltou a defender que cabe aos países mais ricos da América do Sul - Brasil, Argentina e Venezuela - adotar políticas diferenciadas para reduzir as desigualdades financeiras e sociais com as nações mais pobres.

"Ou resolvemos o problema das assimetrias e as economias mais fortes, como a argentina e brasileira, tenham uma política diferenciada com os países de economias menores, como Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai ou a integração continuará a fazer parte dos nossos discursos eleitorais", disse Lula, durante assinatura da ata de fundação do Banco do Sul, na Casa Rosada, sede do governo argentino.

Lula atribuiu a todos os presidentes da região a paternidade do projeto, incluindo Hugo Chávez, da Venezuela, e Néstor Kirchner, da Argentina, principais defensores do banco.

"Em janeiro de 2006, os companheiros Kirchner e Chávez e os demais presidentes aqui presentes idealizamos a criação de um banco de fomento genuinamente sul-americano", destacou. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o banco é mais um capítulo do avanço da integração da América do Sul.

Agência Brasil

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Reginaldo Lopes é o novo presidente do PT de Minas

Em Minas Gerais Reginaldo Lopes ficou com 49,61% entretanto, o candidato Durval Ângelo retirou a sua candidatura e reconheceu a vitória de seu adversário.

Assim não mais teremos segundo turno para presidente estadual do PT em Minas, somente em nível nacional. O Segundo turno será no dia 16 (domingo) de dezembro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

PED Estadual - Eleições à presidência do PT em Minas terá 2º turno

O Processo de Eleições Diretas (PED) em Minas Gerais irá para 2º turno entre os candidatos Reginaldo Lopes e Durval Ãngelo, ambos deputados federal e estadual respectivamente. Cerca de 393 cidades tiveram seus votos apurados, em uma relação de aproximadamente 450 municípios com filiados aptos a votarem. Os filiados do partido retornam às urnas no dia 16 de dezembro para definirem a presidência do PT Estadual.

Candidatos
Reginaldo Lopes - 49,61%
Durval Ângelo - 22,28%
Gilmar Machado - 15,52%
Padre João - 10,77%
Tico Giolo - 1,07%
Sumara Ribeiro - 0,74%

Berzoini e Tatto vão para o 2º turno; PED teve mais de 320 mil votantes

Os deputados federais Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto, ambos do PT de São Paulo, vão disputar o segundo turno das eleições para a presidência nacional do partido, que acontece no próximo dia 16 de dezembro.

A sexta parcial das apurações, divulgada às 21h desta terça-feira (4), mostra também que o total de petistas que participaram deste PED superou o de 2005. Nas eleições daquele ano, votaram 314.926 filiados. Agora, com 99% da apuração concluída, o número de votantes já é de 317.372. A expectativa é de que ultrapasse 320 mil.

Até o momento, Berzoini teve 129.191 votos (43,75%), contra 60.578 de Jilmar Tatto (20,51%). Na terceira colocação segue José Eduardo Cardozo, com 55.891 (18,93%).

Confira abaixo todos os números da sexta parcial:

Candidatos
Ricardo Berzoini – 129.191 - 43,75%
Jilmar Tatto – 60.578 - 20,51%
José Eduardo Cardozo – 55.891 - 18,93%
Valter Pomar - 33.755 - 11,43%
Gilney Viana - 11.104 - 3,76%
Markus Sokol – 2.883 - 0,98%
José Carlos Miranda - 1.921 - 0,65%
Brancos - 15.867
Nulos – 6.182
TOTAL – 317.372

Chapas
Construindo um Novo Brasil – 42,91%
Partido é Pra Lutar – 19,69%
Mensagem ao Partido – 16,84%
A Esperança é Vermelha – 11,13%
Militância Socialista – 4,97%
Movimento Popular – 1,49%
Terra, Trabalho e Soberania – 1,21%
Democracia Pra Valer – 1,13%
Programa Operário e Socialista – 0,62%

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

PED Estadual - resultado continua indefinido

Até o final da tarde desta terça-feira, dia 4 de dezembro, o resultado do PED – Processo de Eleição Direta – do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais continuava indefinido. Dos 471 municípios aptos a votar no PED no estado, 370 já enviaram resultado ao Diretório Estadual. O candidato Reginaldo Lopes continua na liderança com 12.315 votos, o que representa 48,86% do total de votos apurados. Em seguida vem o deputado estadual Durval Ângelo com 5.582 votos, 22,15%. No entanto, o resultado ainda pode ser alterado devido a recursos apresentados por alguns municípios. Confira abaixo a votação de cada um dos candidatos.

Presidente Estadual
Candidato - Votos - %
Reginaldo Lopes - 12.315 - 48,86%
Durval Ângelo - 5.582 - 22,15%
Gilmar Machado - 4.211 - 16,71%
Padre João - 2.677 - 10,62%
Tico Giolo - 230 - 0,91%
Sumara Ribeiro - 188 - 0,75%

PED Nacional: 4ª parcial confirma segundo turno

Está matematicamente definido que haverá segundo turno na disputa para a presidência nacional do PT. Com 90% dos votos apurados, já é possível afirmar que nenhum dos candidatos terá os 50% mais um que garantiriam a vitória em primeiro turno.

O atual presidente, Ricardo Berzoini, segue liderando com 42,92% dos votos. Jilmar Tatto (21,16%) e José Eduardo Cardozo (19,31%) ainda brigam para saber quem irá ao segundo turno contra Berzoini.

A quarta parcial das apurações mostra que a diferença de Tatto para Cardozo é de quase cinco mil votos. Segundo o secretário nacional de Organização do PT, Romênio Pereira, que coordena as apurações, a definição sobre qual dos dois seguirá adiante sairá apenas na próxima parcial, prevista para as 19h de hoje.

A expectativa do PT é de que 300 mil petistas tenham votado no PED 2007. Destes, foram apurados 275.379. Berzoini teve até o momento 110.422. Todos os demais, juntos, já contabilizam 146.881.

“É uma diferença de 36.459 que não pode ser tirada com os 25 mil que ainda restam”, explicou Romênio. O segundo turno está marcado para 16 de dezembro.

Veja abaixo os números da 4ª parcial para presidente e chapas nacionais:

Candidatos
Ricardo Berzoini – 110.422 - 42,92%
Jilmar Tatto – 54.709 - 21,26%
José Eduardo Cardozo – 49.678 - 19,31%
Valter Pomar - 28.490 - 11,07%
Gilney Viana - 9.871 - 3,80%
Markus Sokol – 2.593 - 1,01%
José Carlos Miranda - 1.630 - 0,63%
Brancos - 12.722
Nulos – 5.354
TOTAL – 275.379

Chapas
Construindo um Novo Brasil – 42,09%
Partido é Pra Lutar – 20,54%
Mensagem ao Partido – 17,09%
A Esperança é Vermelha – 10,72%
Militância Socialista – 5,09%
Movimento Popular – 1,54%
Terra, Trabalho e Soberania – 1,26%
Democracia Pra Valer – 1,10%
Programa Operário e Socialista – 0,56%

PED Estadual - Em parcial, Reginaldo Lopes segue na liderança

Na parcial do Processo de Eleições Diretas (PED) 2007 em Minas Gerais, o número de cidades validadas são 285 até o momento, em um total de 471 municípios com filiados aptos a votarem.

Informações extra oficiais indicam que Reginaldo já teria 49%, mas seguem abaixo as informações oficiais.


Nome


Reginaldo Lopes - 46,84%
Durval Ângelo - 23,71%
Gilmar Machado - 15,23%
Padre João - 12,69%
Tico Giolo - 0,90%
Sumara Ribeiro - 0,63%

Inclusão social é mais eficaz que redução da maioridade penal, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite desta segunda-feira (3), na abertura da 7ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, a redução da maioridade penal. Na avaliação dele, políticas focalizadas são mais efetivas do que medidas punitivas.

"A concretização dos direitos humanos de crianças e adolescentes é uma resposta aos setores que defendem a redução da maioridade penal e o aumento do tempo de internação. O governo federal entende que a inclusão social, com o programa de aceleração da cidadania, dá melhores resultados”.

Ele lembrou que, até 2010, o governo investirá R$ 2,9 bilhões no Programa Social Criança e Adolescente - uma série de ações destinadas a garantir direitos e reduzir a violência contra crianças e adolescentes.

Lula defendeu maior responsabilidade do Estado e da família e disse que não permitirá, enquanto for presidente, que a culpa da violência recaia sobre crianças e adolescentes.

“Não é justo a gente imaginar que o castigo é que vai resolver o problema daquele adolescente, porque muitas vezes o erro não está no adolescente, está na ausência do Estado e, quem sabe, na má educação que os pais estão dando dentro de casa".

De acordo com ele, como ação preventiva, o governo federal pretende aproveitar as obras de urbanização e saneamento previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para levar educação e cultura às favelas.

“Nossa idéia é a hora que a gente subir o morro levando água, levando esgoto e fazendo rua, a gente tem que levar escola, a área de lazer, curso profissionalizante, para que a gente possa dar a todas as pessoas um sentido de que o Estado brasileiro está presente, cumprindo com a sua parte”.

O presidente acredita que TV Digital permitirá o maior acesso da população à cultura e à educação.

"Em que momento vai ter alguma coisa educativa na televisão? Com a TV Digital vai ter vários canais, a gente vai poder ter uma programação e utilizar a cultura e a educação para ajudar na formação das nossas crianças e dos nossos adolescentes".

Agência Brasil

3ª parcial: Com 70% dos votos apurados, Berzoini, Tatto e Cardozo seguem na frente

Com mais 35.313 votos, a terceira divulgação parcial dos resultados das apurações do PED 2007 revela uma pequena oscilação nos números divulgados no final da tarde. Ricardo Berzoini, Jilmar Tatto e José Eduardo Cardozo continuam liderando a disputa pela presidência nacional do PT, de acordo com a parcial das apurações, divulgada às 21h00 desta segunda-feira (3). A apuração já envolve 2.081 municípios do país.

Com 210.202 votos apurados – o equivalente a cerca de 70% da expectativa de votantes (300 mil) – Berzoini tinha 43,86% dos válidos, Tatto estava com 22,96% e Cardozo com 17,22%.

Na seqüência aparecem Valter Pomar, com 11,09%; Gilney Viana, com 3,19%; Markus Sokol, com 1,02%; e José Carlos Miranda, com 0,62%.

Os números ainda estão sujeitos à alteração após conferência com as atas oficiais das votações. A previsão do secretário de Organização do PT, Romênio Pereira, é de que mais de 90% dos votos estejam apurados até as 19h de amanhã (4), quando já será possível dizer com certeza se haverá ou não segundo turno.

“Hoje, há uma tendência de que haja”, disse Romênio aos jornalistas que esperavam a divulgação da parcial na sede do PT em São Paulo.

Confira a votação dos candidatos e das chapas na segunda parcial:

Candidatos
Ricardo Berzoini - 86.036 - 43,86%
Jilmar Tatto - 45.038 - 22,96%
José Eduardo Cardozo - 33.790 - 17,22%
Valter Pomar - 21.764 - 11,09%
Gilney Viana - 6.262 - 3,19%
Markus Sokol - 2.017 - 1,02%
José Carlos Miranda - 1.221 - 0,62%
Brancos - 10.463
Nulos - 3.611
TOTAL – 210.202

Chapas
Construindo um Novo Brasil – 43,22%
Partido é Pra Lutar - 22,36%
Mensagem ao Partido – 14,80%
A Esperança é Vermelha - 10,63%
Militância Socialista - 4,37%
Movimento Popular - 1,58%
Terra, Trabalho e Soberania - 1,31%
Democracia Pra Valer - 1,10%
Programa Operário e Socialista - 0,60%

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Professores das universidades federais terão aumento salarial de até 69%

A partir do próximo ano e até 2010, os professores das universidades federais terão uma recomposição salarial de até 69%. A proposta final, apresentada pelo governo às entidades representativas dos professores, prevê mudanças no contracheque, com a incorporação, ao vencimento básico, da Gratificação de Atividade Executiva e da Vantagem Pessoal Individual; a melhoria da remuneração dos professores em regimes de trabalho de 20 horas e de dedicação exclusiva; a ampliação do intervalo entre a classe de adjunto e a de associado; a equiparação da Gratificação de Estímulo à Docência entre ativos e aposentados e a alteração nos valores dos pontos dessa gratificação por classe e nível.

Para 2008, está previsto um acréscimo aos vencimentos que varia de 14% a 20%, conforme a carga horária, a classe e o nível. Para 2009, a melhoria salarial ficará entre 19% e 41%, por meio da alteração de pontos da Gratificação de Estímulo à Docência. Em 2010, com a alteração adicional de titulação e a mudança na gratificação, o ganho será de 23% a 69%.

“A proposta significa, reconhecidamente, um grande avanço com relação às discussões anteriores”, destacou o secretário de educação superior do MEC, Ronaldo Mota. Segundo ele, o vencimento básico será valorizado pelas incorporações, especialmente da Gratificação por Atividade Executiva, uma reivindicação histórica do movimento dos professores.

“Além disso, garante-se, igualmente, a paridade da Gratificação de Estímulo à Docência entre docentes ativos e aposentados. Há expressamente uma especial valorização dos regimes de 20 horas e dedicação exclusiva”, disse Mota. “Para esses regimes, o menor aumento proposto é de 26% para quem tem, pelo menos, mestrado, seja ativo ou inativo.”

No caso de um professor-adjunto de nível I, ativo, com doutorado, que recebe hoje cerca de R$ 5,5 mil, o acréscimo, em março de 2008, será de 14,2%. Os rendimentos mensais devem ser de aproximadamente R$ 6,3 mil. Em julho de 2009, podem passar a R$ 6, 6 mil e, em julho de 2010, a R$ 7,3 mil. O percentual de recomposição salarial será de 32,1%.

Os professores-adjuntos com doutorado, mediante avaliação de desempenho, poderão progredir para a classe de associado e obter aumento substancial. A remuneração deve chegar a R$ 11,4 mil. Para os professores titulares, com dedicação exclusiva e doutorado, que hoje recebem R$ 7,3 mil, os vencimentos, em 2010, atingirão R$ 11,7 mil. “Com essas medidas, além de tentarmos fortalecer a rede pública de ensino superior, qualificar os professores e corrigir perdas históricas, pretendemos construir uma carreira mais bem estruturada, com projeção de futuro, e tentar garantir a permanência com ganhos compatíveis”, disse Mota.

Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br)

PED Nacional 2ª parcial - Com 175 mil votos apurados, Berzoini lidera eleição do PT com 43%

Com 60% dos votos da eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT) apurados, Ricardo Berzoini, Jilmar Tatto e José Eduardo Cardozo continuam liderando a disputa pela presidência da legenda.

De acordo com a segunda parcial das apurações, divulgada às 18h30 desta segunda-feira (3), com 174.889 votos apurados – o equivalente a 60% da expectativa de votantes (300 mil) – Berzoini tinha 43,08% dos válidos, Tatto estava com 23,54% e Cardozo com 17,91%.

Na seqüência aparecem Valter Pomar, com 10,98%; Gilney Viana, com 2,85%; Markus Sokol, com 1,03%; e José Carlos Miranda, com 0,61%. Brancos e nulos somam 6,8% do total de votos. Se esta proporção se mantiver e não houver vencedor com maioria absoluta, a disputa será decidida em um segundo turno, a ser realizado no dia 16.

Segundo a assessoria de comunicação do partido, os números ainda estão sujeitos a alteração após conferência com as atas oficiais das votações. A previsão do secretário de Organização do PT, Romênio Pereira, é de que mais de 90% dos votos estejam apurados até as 19h de amanhã (4), quando será possível dizer com certeza se haverá ou não segundo turno.
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Aprovação ao governo do presidente Lula volta a crescer e chega a 50%

Leia abaixo matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo (2):

Por quase 12 meses consecutivos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma avaliação de governo estável e administração aprovada por cerca de metade da população do país. Para 50% dos entrevistados pelo Datafolha, o governo do petista é ótimo ou bom.

Houve uma oscilação positiva de dois pontos percentuais, dentro da margem de erro, na avaliação do governo Lula em relação à pesquisa anterior, feita em agosto. Na sondagem atual, o governo de Lula é considerado regular por 35% e ruim ou péssimo na opinião de 14% dos entrevistados.

A aprovação do governo subiu na região Sudeste, entre brasileiros que integram famílias com renda acima de dez salários mínimos e os que vivem em capitais, e também entre os mais escolarizados.

A melhor avaliação do governo está em Pernambuco, com 65% de aprovação. No Rio Grande do Sul, o percentual é de 37%. Em São Paulo, 43% acham o governo Lula ótimo ou bom. Nas capitais, a pior avaliação registrada foi em Porto Alegre: 30% ruim/péssimo, 43% regular e 26% ótimo/bom.

Pico foi 53%

Durante os quatro anos e 11 meses de mandato, o melhor desempenho de Lula foi ao final do segundo turno da eleição presidencial de 2006, quando a avaliação de governo atingiu o pico: 53% de ótimo e bom. Esse índice foi o recorde positivo de avaliações de governos federais na série histórica do Datafolha, iniciada em 1990.

Desde agosto de 2006 a gestão de Lula é aprovada por mais de 40% da população. "É uma avaliação muito regular no último ano", observa o diretor-geral do instituto Datafolha, Mauro Paulino.

A pesquisa atual mostra que a avaliação do governo melhorou entre segmentos cuja renda supera dez salários mínimos ao mês. Em agosto, 32% achavam o governo ótimo ou bom. Agora, 39% nesta faixa de renda têm essa opinião.

A reprovação ao governo de Lula teve queda de nove pontos percentuais entre brasileiros com escolaridade superior. Hoje, 20% dos mais escolarizados acham o governo Lula ruim ou péssimo, contra 29% na sondagem de agosto.

A avaliação melhorou ainda na região Sudeste, onde 46% dos entrevistados o consideram ótimo ou bom -enquanto em agosto esse percentual era de 42%; 36% o acham regular e 17% ruim ou péssimo.

Houve oscilação positiva do percentual de aprovação ao governo nas regiões Norte/Centro-Oeste, que passou de 51% em agosto para 54% no mês passado. Variou de 36% para 33% o percentual daqueles que na região consideram o governo regular. A reprovação (ruim/ péssimo) ficou estável, com o índice indo de 11% a 12% nesta sondagem.

Metodologia

A pesquisa do Datafolha é um levantamento por amostragem com abordagem em pontos de fluxo populacional com sorteio aleatório dos entrevistados. A população com 16 anos ou mais do país é o universo da pesquisa.

Neste levantamento, feito entre os dias 26 e 29 de novembro, foram realizadas 11.741 entrevistas em 390 municípios de 25 unidades da Federação -exceto em Roraima e no Amapá.

A margem de erro máxima desse processo de amostragem é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

PED 2007 - Iolanda é reeleita com 100% dos votos válidos

O resultado do PED 2007 em Leopoldina foi o seguinte:

Iolanda Cangussú foi reeleita presidente com 100% dos votos válidos.

Já na disputa estadual Reginaldo Lopes ficou com 94% seguido por Pe. João com 4,47% e Gilmar Machado com 1,49%.

No âmbito nacional Ricardo Berzoini ficou com 97% seguido por Valter Pomar com 2,98%.

domingo, 2 de dezembro de 2007

PT vai sair fortalecido da eleição interna, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (2), em São Bernardo do Campo (SP), onde votou na eleição interna do PT, que o partido vai sair fortalecido do terceiro processo de eleição direta (PED).

“Eu acho que o PT vai sair muito mais fortalecido dessa eleição do que de qualquer outro momento”, afirmou o presidente, destacando que os sete candidatos à presidência do sigla têm história dentro do PT e que qualquer um deles pode ser eleito. “Todos os candidatos, sem distinção, são candidatos qualificados. O Ricardo Berzoini assumiu o partido em um momento crítico e dirigiu o PT muito bem. Mas os outros candidatos também têm competência”, disse Lula, segundo a Agência Brasil.

Os sete candidatos que disputam a presidência da legenda são Ricardo Berzoini, Valter Pomar, Jilmar Tatto, José Eduardo Cardozo, Markus Sokol, Gilney Viana e José Carlos Miranda. O favorito é Berzoini, atual presidente da sigla. Se a eleição não for decidida neste domingo, o PT realiza um segundo turno no dia 16. Os cotados para disputar um eventual segundo turno com Berzoini são Pomar, Tatto e Cardozo

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ministério Público investiga obra milionária de Aécio

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais abriu investigação para apurar se houve irregularidade na licitação pública para a construção do Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais, obra inicialmente estimada em cerca de R$ 900 milhões que o governo Aécio Neves (PSDB) espera ver concluída em dois anos.

Trata-se de um empreendimento de porte, ao lado da construção da Linha Verde, que liga Belo Horizonte ao aeroporto de Confins, e obra que também deverá gerar fortes dividendos eleitorais em 2010. A investigação do Ministério Público foi instaurada porque um dos consórcios inabilitados, formado pelas empreiteiras Construcap, Ferreira Guedes e Convap -as duas primeiras de São Paulo, a terceira, de Minas Gerais-, alegou que a comissão de licitação descumpriu uma decisão judicial para evitar que sua proposta fosse conhecida.

A licitação foi divida em três lotes. No dia 15 a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) anunciou a abertura das propostas com os menores preços oferecidos por três consórcios -Camargo Corrêa/ Mendes Júnior/Santa Bárbara, Odebrecht/ OAS/ Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez/Via Engenharia/Barbosa Mello. Outros três consórcios foram inabilitados). As três ofertas somam R$ 948 milhões.
O consórcio da Construcap diz que teve recurso negado pela Codemig em 30 de outubro e que a administração marcou para o dia seguinte, às 9h00, a abertura de envelopes com as propostas. A pressa foi entendida como forma de alijar a Construcap e parceiras da licitação, pois impediu revelar que seus preços poderiam ser inferiores aos das concorrentes.

A Construcap conseguiu, então, uma liminar do juiz Gutemberg da Mota e Silva determinando à Codemig a abertura do envelope com a proposta do grupo inabilitado. Iniciada a sessão, ao receber o oficial de justiça, a comissão de licitação, segundo a representação ao MP, "adotou uma conduta surpreendente e inexplicável: recusou-se a dar cumprimento à ordem liminar". Com isso, os envelopes não foram abertos. A Codemig obteve, depois, uma decisão judicial em que o desembargador Dárcio Lepardi Mendes suspendeu a liminar.

Mendes entendeu que a comissão de licitação mantivera a inabilitação da Construcap e de suas parceiras. Considerou os riscos de dano irreparável, pois, com a suspensão da licitação, as obras seriam adiadas, "o que afronta o interesse público". Se as reclamantes comprovarem que haviam cumprido os requisitos do edital, "o processo licitatório pode ser anulado e retomado com a participação dessas concorrentes", afirmou.

Os advogados que representam o consórcio inabilitado ofereceram representação ao Tribunal de Contas do Estado e pretendem recorrer da decisão de Mendes no TJ-MG. Na hipótese de novo desfecho desfavorável, entrarão com recurso no Superior Tribunal de Justiça.

Reportagem de FREDERICO VASCONCELOS, publicada no jornal Folha de São Paulo

Líder do PT rebate FHC e diz que ex-presidente é elitista e preconceituoso

O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ) rebateu hoje (30) os ataques do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusou de baixa escolaridade, durante discurso feito na convenção nacional do PSDB, na última semana. “O ex-presidente mostrou-se elitista, preconceituoso, invejoso e mais uma vez revelou que tem uma amnésia crônica, pois se esqueceu que quebrou o Brasil três vezes e levou a educação do País a um estado deplorável”, disse o líder.

“ Se quis atingir a imagem do presidente Lula, é bom saber que um ex-operário , além de conduzir os destinos do País com mais preparo do que o sociólogo que pediu para esquecerem o que falou e escreveu um dia, tem também demonstrado mais envergadura política: Lula tem posição de estadista, sensibilidade social e uma postura em defesa dos interesses nacionais incomparavelmente maior do que o vaidoso tucano”, disse o líder do PT.

Para Luiz Sérgio, a vaidade de FHC o impede de fazer um julgamento sério da realidade, ainda mais diante dos êxitos do governo Lula, “que o deixam transtornado”. O líder observou que Fernando Henrique não tem noção do papel de ex-presidente e “fala o que lhe vem à mente”. O líder lembrou que, em 1998, FHC disse que `pessoas que se aposentam com menos de 50 anos são vagabundos e se locupletam de um país de pobres e miseráveis`, mas ele mesmo foi aposentado aos 37 anos, na USP. Para Luiz Sérgio, é intrigante a declaração de FHC de que “não é preciso ser vulgar para ser popular`, pois foi dele mesmo o ataque aos aposentados e também ao povo brasileiro, a quem tachou de “caipira”.

Arrogância

Segundo Luiz Sérgio, FHC, por estar distante do palco político e do poder, não tem como satisfazer o ego e passa a fazer ataques desmedidos ao governo Lula, ignorando os avanços obtidos desde 2003, com o início do primeiro mandato de Lula. “Ao atacar o governo Lula, com arrogância , demonstra claramente o preconceito em relação à grande maioria do povo brasileiro que fala como o presidente Lula”, disse o líder do PT.

“Há diferença entre conhecimento e sabedoria, entre escolaridade e visão do mundo. Uns constroem a vida nas universidades, outros em sindicatos e outras entidades representativas. Além do mais, as ações de FHC em relação à educação formal foram diametralmente opostas às do governo Lula”, frisou Luiz Sérgio.

O líder petista disse que todos os números do governo Lula são superiores aos de FHC. No caso da educação, por exemplo, disse que o governo Lula tem-se mantido atento à necessidade de imprimir ritmo acelerado à educação profissional, cujo número de matrículas alcança hoje 744.690 alunos no País, segundo o Censo Escolar do Ministério da Educação. Há cerca de dois meses, ao anunciar o PAC da Educação, o governo fez saber que fará investimentos de R$ 3,5 bilhões na construção de 200 novos centros federais de educação tecnológica até 2010, que deverão somar-se aos 140 existentes atualmente, informou o líder.

Neoliberalismo

Ele disse que uma das primeiras medidas do governo Lula na área da educação foi a revogação do Decreto 2.208/97, do governo FHC, que havia provocado a paralisia da expansão do ensino profissional no Brasil. “Isso, porque, ao desvincular os cursos de formação profissional dos três níveis de escolaridade - básico, compreendendo a educação infantil e o fundamental e médio; e superior- – o decreto afastou qualquer sistema educacional da responsabilidade direta sobre eles”, disse o líder.

Como resultado, acrescentou, “a formação técnico- profissional ficou sob a responsabilidade de ninguém – apenas ao sabor do chamado mercado. Foi uma das várias medidas de conteúdo neoliberal do governo FHC, impingida ao Brasil por organismos multilaterais, como o Banco Mundial. Em vez de atender aos interesses nacionais, FHC optou por seguir os ditames do exterior, retirando do Estado o seu papel tradicional de provedor direto e financiador da formação técnico-profissional.”

Com a revogação do decreto pelo governo Lula, instituiu-se o Fórum Nacional de Educação Profissional, reunindo os diversos ministérios vinculados ao tema, a rede federal de educação tecnológica, as centrais sindicais e o sistema empresarial, dentre outros, na esteira do compromisso do Partido dos Trabalhadores de fortalecer a democracia participativa.

Democratização do ensino

Ainda no campo da educação, o governo Lula tomou várias outras iniciativas. Luiz Sérgio citou, por exemplo, a criação do Fundeb, que vai atender 47 milhões e 200 mil alunos já no seu quarto ano de implantação, com investimentos públicos anuais de R$ 52,4 bilhões, sendo R$ 4,5 bilhões provenientes da União. Além disso, pela primeira vez, os alunos do ensino médio foram beneficiados pelo Programa Nacional do Livro Didático - o maior programa de distribuição gratuita de livros do mundo. “Mais de 120 milhões de livros são repassados aos alunos anualmente”, assinalou Luiz Sérgio.

O líder fez questão de ressaltar que o governo Lula ampliou o ensino universitário federal. Foram criadas quatro novas universidades públicas federais só no primeiro mandato de Lula- ABC, Grande Dourados, UniVasf e Recôncavo Baiano. Estão em processo de criação outras universidades. Cinco faculdades tornaram-se universidades, e estão sendo criados ou ampliados 42 campi em todo o país. O governo FHC criou apenas duas universidades federais, emoito anos. “No governo Lula, os investimentos no ensino superior foram retomados, enquanto no governo tucano-pefelista diminuíram”

Por fim, Luiz Sérgio disse que o Programa Universidade para Todos (ProUni), criado pelo governo Lula, concede bolsas de estudo integrais e parciais a estudantes de baixa renda em cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos. São quase 500 mil alunos beneficiados nos últimos três anos. “E a democratização e a ampliação do acesso à universidade”, disse o líder.

Agência Informes (http://www.informes.org.br/)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PT lança no domingo campanha por plebiscito para a Constituinte exclusiva

O PT inicia no próximo domingo, dia 2 de dezembro, a coleta de assinaturas ao projeto de iniciativa popular que pede a realização de um plebiscito para que o povo decida, soberanamente, se a reforma do sistema político brasileiro deve ou não ser feita por uma Assembléia Constituinte exclusiva.

O lançamento da campanha de assinaturas coincide com as eleições internas do PT – que também acontecem no domingo. As primeiras listas de adesão, com os detalhes e a justificativa do projeto, serão distribuídas nos diretórios zonais e municipais do partido, para que os filiados participantes do PED 2007 assinem o pedido.

O projeto propõe a convocação do plebiscito para o dia 31 de janeiro de 2009, quando os brasileiros deverão responder à seguinte questão: “O sr (a) aprova a convocação de uma assembléia constituinte soberana e específica para promover uma reforma constitucional no Título IV da Constituição Federal que redefina o sistema político-eleitoral?”.

Para que um projeto de iniciativa popular seja apresentado no Congresso Nacional são necessárias as assinaturas de pelo menos 1% do eleitorado (algo em torno de 1,3 milhão de pessoas acima de 16 anos), com participação de no mínimo cinco Estados.

IMPORTANTE: Todas as adesões devem obrigatoriamente ser acompanhadas de nome completo, endereço e número do título de eleitor.

Clique aqui para conhecer o projeto, imprimir e fazer a coleta de assinaturas. A impressão deve ser feita em papel tamanho A4, com o espaço para as assinaturas na frente e a justificativa do projeto no verso.

Todas as assinaturas devem ser enviadas ao seguinte endereço: Sede Nacional do Partido dos Trabalhadores – Setor Comercial Sul, Quadra 02, Edifício Toufic, 3º andar, CEP 70302-000, Brasília, Distrito Federal.