PT Leopoldina - Diretório Municipal

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O que você deve saber para ser candidato a vereador

Documentos necessários para registrar candidatura:
1- RRC Requerimento de Registro da Candidatura (preenchido e assinado pelo presidente do partido, por delegado, acompanhado de cópia magnético conforme sistema do TSE;

2- Declaração de bens atualizada, preenchida no próprio sistema e assinado pelo candidato;

3- Certidão criminal fornecida pela justiça federal (pode fazer via internet) e certidão Estadual requerida no forum local;

4- Fotografia recente preferencialmente em preto e branco, 5x7cm, sem moldura, em papel fotográfico fosco ou brilhante, busto frontal, com trajes adequados e sem adornos que induzam ou dificultem o reconhecimento pelo eleitor;

5- Comprovante de escolaridade;

6- Prova de desincompatibilização, quando houver.

7- Cópia do CPF e Identidade

È obrigatória a abertura de conta bancaria para candidatos e para comitês, independente se já tiver conta bancaria.

Propaganda Eleitoral:

Começa a partir de 06 de julho, termina três dias antes da eleição.
Carreata, caminhada, distribuição de panfleto, carro de som ou alto falantes fixos podem ser utilizados até sábado(04/10/08) vide resolução 22.718/2008)

A propaganda tem que vir sempre junto com legenda partidária.

Não esta autorizado o uso de outdoor.

Placas em propriedade privada desde que autorizada não pode exceder a4m/2

Proibida a propaganda em bens públicos, exceto cavaletes e bonecos infláveis (sem que sejam fixados, portanto moveis) em calçadas desde que não atrapalhe o transito e/ou circulaçao de pessoas

Proibida a propaganda em arvores.

Proibida propaganda em bens particulares que sirvam ao publico tais como lojas, escolas publicas e particulares cinemas, teatros igrejas, supermercados, botequins etc.

Proibida propaganda em camisetas, bonés, chaveiros, canetas, brindes, cestas básicas e/ou quaisquer outros artefatos que contenha valor econômico e configurem vantagem ao eleitor.

Proibido o showmicio e ou evento assemelhado para promover o candidato, nem reunião animada por artistas remunerado ou não.

Pichações somente na propriedade privada desde que não sirva ao publico e mediante autorização do proprietário ou de quem tenha a posse.

Carro de som e altofalantes fixos é permitido desde que distante 200m de órgãos públicos do execultivo, legislativo, tribunais, quartéis,biblioteca, hospitais etc.

Imprensa escrita jornais e revistas desde que igual ou inferior a 1/8 de pagina se jornal padrão e ¼ de pagina de revista ou tablóide por edição. Trata-se de despesa que deve ser declarada podendo configurar abuso de veiculo de comunicação social e/ou abuso de poder econômico ultrapassar esse limite.

Internet permitida até 03/10/08 somente poderá ocorrer em pagina do candidato destinada exclusivamente a campanha eleitoral (despesa tem que ser lançada na prestação de contas)

Entrevistas com pré candidatos podem desde que não exponham proposta de campanha.

As pesquisas não podem ser divulgadas só depois de registradas junto ao TER

Crime no dia da eleição:

Uso de alto falantes e amplificadores de som, comício, carreata ou passeata;
Propaganda de boca de urnae/ou arregimentação de eleitor;

Divulgação de qualquer espécie de propaganda de partido político, candidato e coligação mediante publicaçoes, cartazes, camisas, bonés, broches ou adesivos em vestuário, independente de tamanho ou formato.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A regional de Leopoldina ira reunir-se dia 17/05 as 09:00 na cidade de Cataguases

Para maiores informações entre em contato no e-mail: ptleopoldina@gmail.com.br

Leia a ata da reunião anterior realizada em Leopoldina.

Aos três dias do mês de maio do ano de dois mil e oito, reuniram-se os filiados do partido dos trabalhadores da região Zona Mata na Escola Estadual Prof. Botelho Reis as nove hora na cidade de Leopoldina. O Deputado Reginaldo Lopes presidente estadual do PT deu inicio ao encontro discorrendo sobre as questões da conjuntura Nacional e Mineira, em seguida o deputado Padre Joao que falou sobre a situação da coligação de BH entre outros.
Os diretórios presentes fizeram relatos da situação política eleitoral, iniciando pela cidade de LARANJAL onde o Faiçal diz que seu nome está à disposição para apreciação como prefeito, e não ser vice e os partidos PV, PTB,PR estão em entendimento, tem nomes para vereadores.LEOPOLDINA, Iolanda relatou que tem um nome novo o Dr. Marco Antonio, porem a situação é indefinida ainda, vai começar a conversar c/ os outros partidos, pois vários deles colocaram nomes, o Dr. Marco Antonio disse que o povo quer mesmo um nome novo. Tem chapa de vereadores.ITAMARATI, o Ari falou que atualmente é vice-prefeito, porém que irão reunir-se e talvez componham com o DEM, tem chapa de vereadores. PIRAUBA a Cida disse que saíram com candidatura própria que chegou a ocupar o cargo durante 76 dias, e que o DEM e o PR irão compor c/ eles, e esta mais fácil de chegar lá, tem chapa de vereadores. RIO POMBA /Sergio Mota pleiteia a direção regional o PT é vice c/ o PMDB, e ainda estão discutindo e irão fazer encontro dia 11/05, amadureceram muito participando do governo municipal, tem chapa de vereadores.
ASTOLFO DUTRA, William, o Dr. Pedro tucanizou o PT local e foi necessário fazer muito esforço para caminhar, tem chapa de vereadores. RECREIO, Danilo Vamos para a reeleição junto com o PcdoB, tem chapa de vereadores, quase naufragamos tivemos uma boa acessória boa. Os de casa nos bateram muito, nos chegamos à conclusão que sem marketing é impossível, fizemos um site com todas as realizações. CATAGUASES Vamos ser vice do Pc do B, com composição da chapa de vereadores, as pesquisas nos apontam como vencedores. UBA, Aldeir temos o nome do Vadinho para prefeito que tem ótima aceitação temos um leque de alianças com 6 partidos, estão fazendo curso de formação para os pré-candidatos e oficinas temáticas para o plano de governo municipal.
ALEM PARAIBA, Juciene, estão se estruturando agora tem chapa de vereadores, estão sem definição, sem saber ainda o que fazer. GUIRICEMA, Jose Pinto estão perdidos, pois o candidato ficou deprimido e retirou a candidatura e agora estão começando tudo de novo, chapa incompleta de vereadores. Abriu para inscrições onde falou Pe. Joao, Adeir, Vanessa, Danilo,Magno, Jose Antonio Pinto, Gilberto, Paulinho de Pirauba, Jorginho, Aristides, Dr. Almeida.Em seguida foi construída uma chapa de concensso para coordenar a Regional Zona da Mata formada por: Coordenador Geral: Elizabeth de Almeida Silva (Leopoldina)
Finanças: Sergio Mota (Rio Pomba)
Formação: Antonio Jorge(Cataguases)
Institucional: Jose Antonio Pinto (Guiricema)
Mov.Populares e Social: Aldeir (Ubá)
Suplentes:
Danilo,Gilberto,Sidlucio,Vanessa,Pequeno.
Comemoramos a unidade da luta com um almoço. Esta ata foi feita por mim Elizabeth de Almeida Silva e enviada por e-mail para os companheiros verificarem e dar sugestões.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Confira a galeria de fotos da 1ª Conferência Nacional de Comunicação do PT

Está no ar a galeria de imagens da 1ª Conferência Nacional do PT, que aconteceu no Hotel San Marcos, em Brasília, entre os dias 24 e 26 de abril.
São 207 fotos dividas em três blocos (abertura, comunicação no Brasil e comunicação no PT).

Clique nos links abaixo para ver as imagens:

Galeria 1 – Abertura
Galeria 2 – Comunicação no Brasil
Galeria 3 – Comunicação no PT

PT realiza oficina sobre a Escola Nacional de Formação Política

Acontece no próximo dia 9 de maio, na sede do PT em Brasília, uma Oficina sobre a Escola Nacional de Formação Política do PT.

Participam do encontro a Comissão de Elaboração da Escola de Formação Política, os secretários estaduais da área e convidados da comissão.

A oficina será das 9h às 18h. A sede do PT fica no Setor Comercial Sul, Quadra 2, Edifício Toufic, 1º andar, Brasília.

Mulheres no Parlamento analisa recuperação de presos

Elizabeth (Irmã Beth / PT-Leopoldina) foi convidada como representante da equipe do JORNAL RECOMEÇO, projeto voltado para o tema do debate e reconhecido pelos organizadores do programa como um dos empreendimentos bem sucedidos no tema "Recuperação de presos".

Mulheres no Parlamento analisa recuperação de presos
Programa da TV Câmara debate nesta segunda-feira (5) a reinserção dos detentos no mercado de trabalho e na sociedade
No Brasil, 85% dos presos voltam a cometer crimes depois que saem da cadeia. Para a CPI do Sistema Carcerário, a superlotação impede o desenvolvimento de políticas públicas de reintegração do preso à sociedade depois da prisão.
As penas alternativas podem ser uma saída para desafogar o sistema. Mas a sociedade, acuada pela violência, está pronta para debater essa proposta? E a inserção do ex-detento no mercado de trabalho pode contribuir para a recuperação e a diminuição da violência?
Essas são algumas questões debatidas no programa Mulheres no Parlamento desta segunda-feira (05), às 22h. Para falar sobre a reintegração de ex-presidiários à sociedade, o programa recebe a deputada Cida Diogo (PT-RJ), da CPI do Sistema Carcerário. Participam também a professora Elizabeth de Almeida Silva, que atua em projetos de proteção e assistência a condenados em Minas Gerais, e a advogada Edylcéa Nogueira, mestre em Direito Público e Ciência Política e sub-procuradora geral da República aposentada.
Reprises: Terça, às 23h ; Quarta, às 4h ; Quinta, às 6h ; Sábado, às 6h30; e Domingo, às 9h e 17h .

Mulheres no Parlamento
Apresentação: Vera Morgado
Produção: Cida Hipólito
(61) 3216-1618
(61) 8122-0241

Como sintonizar a TV Câmara
A TV Câmara pode ser sintonizada por antena parabólica em todo o País e também nas TVs por assinatura NET, SKY e TVA. Na Internet pode ser assistida ao vivo através do site http://www.tv.camara.gov.br

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Seção Vemaguete - História do PT

O site do PT de Juiz de Fora lançou uma seção especial intitulada Seção Vemaguete.
Esta seção reúne algumas fotos e informações sobre as eleições municipais daquela cidade, que fazem os petistas lembrarem-se das dificuldades e da forma apaixonada como eram realizadas as campanhas do partido.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Lula com a bola toda

Na pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem mostra que, entre os entrevistados, 57,5% avaliaram o governo como positivo. Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro passado, 52,7% consideraram o governo do petista positivo. Desta vez, apenas 11,3% dos entrevistados avaliaram o governo como negativo, contra outros 29,6% que o consideram regular.

Esta é a melhor avaliação do governo Lula desde o início do mandato em 2003. Segundo o jornal Correio Braziliense, de hoje a pesquisa também traz um outro ponto interessante, 50,4%, ou seja mais da metade da população é a favor de um terceiro mandato para o presidente Lula.

Em seu discurso de lançamento de obras do PAC, o presidente Lula descartou, sabiamente, um terceiro mandato. Um terceiro mandato não seria algo saudável para a democracia. Não podemos recorrer do mesmo casuísmo de FHC e dos Tucanos quando aprovaram a reeleição para continuarem no poder.

O presidente Lula deve sim, governar o país, não só por mais 4 anos, mas por 8 anos com eleição e reeleição a partir de 2010.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Dilma defende crescimento com inclusão e pede a prefeitos que monitorem o PAC

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pediu aos prefeitos e prefeitas petistas reunidos nesta segunda-feira (14), em Brasília, que criem grupos de monitoramento das obras do PAC em seus municípios, ajudando o governo federal a fiscalizar a aplicação dos recursos e o cumprimento dos prazos.

“Temos de saber a realidade. Avaliem as obras de vocês, digam o que está atrasado e o que não está. (...) Temos de assegurar resultado, saber onde estão os riscos e coordenar as ações”, afirmou Dilma, lembrando que, no caso das cidades, a prioridade é para as obras de saneamento e habitação.

A atenção especial dos prefeitos, de acordo com a ministra, é parte fundamental de um “ciclo de monitoramento” que engloba o plano, o estudo, o projeto, a obra e a operação.

Dilma aproveitou o encontro de hoje – organizado pela Secretaria de Assuntos Institucionais do PT (Snai) e que reuniu mais de 300 pessoas, entre elas cerca de 150 prefeitos, no Hotel Nacional – para fazer um longo diagnóstico do PAC e das ações do governo Lula.

“Fizemos com que as políticas sociais se tornassem elementos centrais do crescimento econômico do país”, afirmou, acrescentando que o governo tem buscado um crescimento que leve à incorporação das massas. “Isso levou a uma mudança radical nos padrões de desenvolvimento”.

A ministra também citou a mudança de qualidade na relação entre os entes federativos (união, estados e municípios) a partir de 2003, associando esta conquista ao sucesso do Programa de Aceleração do Crescimento: “Sem isso, o PAC não daria certo. Não teríamos condições de fazer os projetos sem os prefeitos, sem os governadores”.

Além dos dados de infra-estrutura sobre estradas, aeroportos, portos, usinas, ferrovias e indústria naval Dilma mostrou que o PAC está presente em 5.181 cidades com o programa Luz Para todos, em 2.927 com ações na área de saneamento e em 1.987 com obras de habitação.

Durante toda a apresentação ela fez questão de lembrar que as grandes ações do governo visão o crescimento econômico conjugado à distribuição de renda e a políticas de igualdade e oportunidade. “Queremos crescimento que leve à incorporação das massas. (...) Vamos legar para este país um compromisso com a inclusão social”, disse.

Condições favoráveis

Antes de Dilma, falaram na última do dia o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e o prefeito de Vitória, João Coser. Ambos citaram o “momento espetacular” pelo qual passa o país, particularmente no que se refere à relação federativa.

“Estamos em condições extremamente superiores. Todos os compromissos assumidos pelo presidente da República estão sendo cumpridos”, afirmou Coser. Ele ressalvou, porém, que muitos prefeitos reclamam da “dificuldade burocrática” para a liberação de verbas de projetos já aprovados. “Também é preciso rever os critérios de contrapartida”, disse.

Entre os desafios dos municípios que ainda precisam ser melhor equacionados, Coser pontuou as questões da mobilidade urbana e da segurança pública.

Paulo Bernardo também fez uma análise positiva da conjuntura, comparando o momento atual com o segundo ano do primeiro mandato de Lula. “Hoje o quadro é completamente diferente”, destacou.

Segundo o ministro houve um “grande avanço” na relação com os prefeitos. “Estabelecemos negociações pró-ativas com entidades representativas”, disse. Entre os avanços, Bernardo lembrou do aumento real de 42% nos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e de programas como o PAC e o Bolsa Família.

Leia também:
Encontro de prefeitos destaca avanço municipalista no governo Lula

Haddad propõe plano nacional de ações articuladas para a educação

Um plano nacional de ações articuladas é a questão central para o desenvolvimento do sistema de educação do país, afirmou hoje à noite o ministro da Educação, Fernando Haddad, na abertura da 1ª Conferência Nacional de Educação Básica, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. “Esse novo instrumento de gestão permite que possamos celebrar convênios multidimensionais com estados e municípios, enfrentando os problemas educacionais em várias frentes”, disse.

Para Haddad, tais convênios deverão evitar que haja descontinuidade nos programas educacionais nos municípios e nos estados. O ministro enfatizou que considera “a equação da qualidade do sistema educacional o maior desafio que o Brasil tem pela frente”.

De acordo com ele, o governo não se cansa de ouvir a sociedade, porque entende que somente com a participação de todos os segmentos da vida nacional é possível “corrigir rotas e aprimorar o trabalho de garantir para cada brasileiro e para cada brasileira o direito fundamental de aprender, o direito de participar, o direito de se emancipar e de se constituir como cidadão pleno”
Haddad defendeu o aumento dos recursos destinados à educação para um percentual equivalente à 6% do Produto Interno Bruto (PIB), taxa que os organismos internacionais recomendam para os países em desenvolvimento, como o Brasil.

Cerca de duas mil pessoas - representantes de escolas, professores, alunos, organizações de classe, movimentos sociais e trabalhadores em educação de todo o país - participarão dos debates que começam amanhã (15) e vão até a próxima sexta-feira (18).

Além do tema central do evento - a construção de um sistema nacional articulado de educação -, também constam da pauta da conferência a democratização da gestão e a qualidade social da educação, a construção de um regime de colaboração entre os sistemas de ensino, a inclusão e a diversidade na educação básica e a formação e a valorização profissional.

Os debates serão realizados após as palestras sobre cada um desses temas. Dessa forma, a conferência terá cinco conferencistas sobre os assuntos, 34 coordenadores de colóquios e 102 expositores.

A conferência foi precedida de 27 eventos similares - um em cada estado e no Distrito Federal. Durante os encontros, foram preparados os temas que agora serão debatidos nacionalmente e escolhidos os delegados entre os 4.740 participantes da Região Norte, 6.506 do Nordeste, 3,7 mil do Sudeste, 2,2 mil do Sul e 3,4 mil do Centro-Oeste.

As atividades da conferência se iniciarão nesta terça-feira (15), às 10h. Na abertura, o filósofo Carlos Roberto Jamil Cury falará sobre Os Desafios da Construção de um Sistema Nacional Articulado de Educação.

Agência Brasil

Encontro de prefeitos destaca avanço municipalista no governo Lula

Mais de 300 lideranças políticas petistas, entre elas 150 administradores municipais, participaram nesta segunda-feira (14) do Encontro de Prefeitos e Prefeitas do PT, realizado no Hotel Nacional, em Brasília.

Na abertura do evento, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, destacou a importância do encontro para a troca de informações e análises com os dirigentes locais.

Ele lembrou que a relação “altiva” estabelecida pelo governo Lula com os municípios segue uma política construída dentro do PT e se diferencia “nitidamente” do comportamento do governo anterior.

“No governo FHC, as marchas dos prefeitos eram recebidas com desprezo, omissão ou repressão”, comparou Berzoini, demarcando os avanços do governo Lula nessa relação e saudando os prefeitos que participam da XI Marcha dos Municípios a Brasília, que acontece de amanhã à quinta-feira.

O presidente do PT falou das várias conquistas das cidades nos últimos cinco anos – interligadas a grandes projetos nacionais, entre eles o PAC e o PDE – e ressaltou a necessidade permanente de articulação para que o processo continue avançando.

“É preciso ampliar a mobilização e o debate político, usando a política como instrumento de conscientização e constituindo um espírito democrático republicano que atenda aos interesses da população brasileira”, afirmou.

Rands

O líder da bancada petista na Câmara, deputado Maurício Rands, disse que a militância petista de base e os administradores locais do partido têm tido papel fundamental na construção de políticas públicas em benefício da maioria da sociedade.

“Temos uma experiência vitoriosa da nossa luta municipalista pela melhoria do transporte, contra discriminação racial, de gênero, em políticas para juventude, políticas ambientais, todas essas lutas da sociedade passam pelo município, onde a militância participa”, afirmou Rands, concluindo que o inclusive o governo do presidente Lula “é o que é porque causa da militância dos companheiros e companheiras”.

Segundo Rands, não se trata apenas de fazer boas administrações, mas também de lutar para mudar as consciências, de ser protagonista desse novo modelo de desenvolvimento.

“Acumulamos um saldo e vamos construindo um socialismo democrático pela nossa mobilização e pela nossa militância”, concluiu.

Chinaglia

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, afirmou que a Marcha criou uma lógica reivindicativa a partir das demandas locais, das pressões populares e da mudança de comportamento do governo federal a partir de 2003.

Ele sugeriu que os prefeitos façam articulações similares nos âmbitos estaduais, levando reivindicações e negociando também com os governadores.

Chinaglia destacou que a inversão histórica de prioridades e a distribuição de renda são “a razão de ser e de existir do PT”, lembrando, porém, das dificuldades de se encaixar todos os projetos e desejos nos orçamentos públicos.

“Quando vira prefeito, tem de fazer o justo e o possível. Mas existe um acúmulo persistente (de bons projetos) no PT que tem de ser colocado no papel. Toda essa experiência vai ser útil aos nossos candidatos”, disse.

GTE

Na seqüência, Berzoini retomou a palavra e fez um balanço das ações e das perspectivas do GTE, Grupo de Trabalho Eleitoral presidido por ele.

“Não vamos substituir as iniciativas locais, mas podemos ajudar com a estrutura partidária, assegurar apoio político e de comunicação; e potencializar a capacidade de fazer alianças mais consistentes e fortes”, resumiu.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Conta de luz fica mais barata até 18% e beneficia mais de 11 milhões

Mais de 11 milhões de clientes dos serviços de energia elétrica sentirão a partir desta quarta-feira (9) um alívio no bolso em relação à conta de luz.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma redução das tarifas em quatro Estados, incluindo o interior de São Paulo, na área atendida pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), onde as contas das residências e do comércio terão queda de 18,18%.

A redução beneficia também os clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), da Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) e das Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat). As quatro distribuidoras passaram pelo processo de revisão tarifária, feito em média a cada quatro anos para equilibrar tarifas e custos das empresas.

Os principais motivos da redução, segundo a Aneel, foram os ganhos de produtividade e a redução do custo operacional das companhias obtidos nos últimos quatro anos. A queda significativa das tarifas de energia, em grandes distribuidoras do Sudeste, como a CPFL e a Cemig, pode ajudar a conter a inflação, que vem sendo pressionada pelo aquecimento da economia.

Agência Estado

IBGE:Emprego industrial cresceu 0,6% em fevereiro frente a janeiro

Em fevereiro, o emprego industrial voltou a apresentar sinal positivo (0,6%) frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após dois meses de variações negativas, quando acumulou um recuo de 0,7%, de acordo com os Indicadores Conjunturais da Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice de média móvel trimestral, que mostrou crescimento de novembro de 2006 até dezembro de 2007, se mantém estável há dois meses, informou o instituto.

Em relação a fevereiro de 2007, o aumento foi de 3,2%, vigésimo resultado positivo consecutivo. No indicador acumulado do primeiro bimestre de 2008, o incremento ficou em 3,0%, abaixo do índice para o quarto trimestre de 2007 (3,5%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses também cresceu em fevereiro (2,5%) e acelerou frente ao índice de janeiro (2,3%).

No confronto com fevereiro de 2007 (3,2%), as admissões superaram as demissões na maioria (11) dos quatorze locais pesquisados, com destaque para São Paulo (4,6%), Região Nordeste (4,3%), Minas Gerais (3,1%) e Região Norte e Centro-Oeste (3,8%).

Nessas áreas, as principais influências positivas vieram, respectivamente, dos ramos: máquinas e equipamentos (13,7%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (17,7%), na indústria paulista; alimentos e bebidas (9,0%), no Nordeste; meios de transporte (16,4%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (22,7%), na indústria mineira; e alimentos e bebidas (11,8%), no Norte e Centro-Oeste. A expansão do emprego nessas áreas está respondendo à maior produção de bens de capital, de bens de consumo duráveis e ao dinamismo das vendas externas de commodities agrícolas. Em sentido contrário, Espírito Santo (-1,6%), Ceará (-0,3%) e Santa Catarina (-0,1%) exerceram os impactos negativos.

Setorialmente, no total do país, onze dos dezoito segmentos pesquisados contribuíram positivamente para o crescimento do pessoal ocupado, com destaque para máquinas e equipamentos (14,1%), meios de transporte (10,7%), alimentos e bebidas (4,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,9%) e produtos de metal (9,3%). Por outro lado, as pressões negativas no resultado global foram exercidas, sobretudo, por calçados e artigos de couro (-10,9%), vestuário (-3,9%), madeira (-7,2%) e têxtil (-3,9%).

O indicador acumulado no primeiro bimestre de 2008 cresceu 3,0%, com onze dos dezoito setores expandindo seu contingente de trabalhadores. Os destaques permaneceram com máquinas e equipamentos (13,2%), meios de transporte (10,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13,2%), produtos de metal (10,2%) e alimentos e bebidas (2,6%). As principais influências negativas foram: calçados e artigos de couro (-10,5%), vestuário (-3,7%), madeira (-7,7%) e têxtil (-2,7%).

Entre os onze locais que cresceram no primeiro bimestre, São Paulo (4,6%), Região Nordeste (3,1%) e Minas Gerais (2,8%) tiveram as principais contribuições positivas sobre o resultado global, em oposição à pressão negativa vinda do Espírito Santo (-3,3%).

Em síntese, a sustentação de um elevado patamar produtivo da atividade industrial é fator determinante na manutenção dos índices positivos no emprego, com o indicador do primeiro bimestre do ano apresentando, em 2008, o seu resultado mais elevado desde 2005.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Assine o projeto que pede um plebiscito sobre a Constituinte exclusiva

O Partido dos Trabalhadores continua coletando assinaturas ao projeto de iniciativa popular que propõe um plebiscito sobre se a população quer ou não a convocação de uma Assembléia Constituinte para fazer a reforma política.

Pelo projeto, o plebiscito acontecerá em 31 de janeiro de 2009, quando os brasileiros deverão responder à seguinte questão: “O sr (a) aprova a convocação de uma assembléia constituinte soberana e específica para promover uma reforma constitucional no Título IV da Constituição Federal que redefina o sistema político-eleitoral?”.

Para que um projeto de iniciativa popular seja apresentado no Congresso Nacional são necessárias assinaturas de pelo menos 1% do eleitorado (algo em torno de 1,3 milhão de pessoas acima de 16 anos), com participação de no mínimo cinco Estados.

IMPORTANTE: Todas as adesões devem obrigatoriamente ser acompanhadas de nome completo, endereço e número do título de eleitor.

Clique aqui para conhecer o projeto, imprimir e fazer a coleta de assinaturas. A impressão deve ser feita em papel tamanho A4, com o espaço para as assinaturas na frente e a justificativa do projeto no verso.

Todos os formulários devem ser enviados ao seguinte endereço: Sede Nacional do Partido dos Trabalhadores – Setor Comercial Sul, Quadra 02, Edifício Toufic, 3º andar, CEP 70302-000, Brasília, Distrito Federal.

Mais 12 milhões de brasileiros deixam classes D e E em um ano, diz estudo

As políticas de inclusão social e de democratização econômica do governo Lula continuam reduzindo largamente as desigualdades no país e fizeram com que, pela primeira vez, as classes mais baixas (D e E) deixassem de ser maioria no país.

Em 2007, segundo estudo da financeira Cetelem em parceria com a Ipsos, o número de brasileiros nas classes mais baixas era de 72,9 milhões, cerca de 39% da população. Isso significa que 11,9 milhões de brasileiros passaram para classes mais altas em um ano, já que, em 2006, eram 84,8 milhões de brasileiros na base.

De acordo com o estudo, a classe C recebeu, tanto das mais baixas (D e E) como da mais alta (A e B), quase 10 milhões de integrantes, passando de 66,7 milhões em 2006 para 86,2 milhões em 2007, o que significa 46% da população.

O grupo que está nas classes A/B, por sua vez, reduziu de 32,8 milhões de pessoas em 2006 para 28 milhões em 2007, o que representa 15% da população.

Segundo a Cetelem, a pesquisa demonstra que houve diminuição na desigualdade de renda, com uma ligeira queda da renda média das classes A/B, ascensão de um grande contingente para a classe C e um pequeno aumento da renda média das classes D/E.

Em 2005, a renda média familiar das classes A/B era R$ 2.484. Ela caiu sucessivamente para R$ 2.325 e atingiu R$ 2.217 em 2007 --o que corresponde a uma redução de cerca de 11%. Nas classes D/E, a renda média familiar subiu de R$ 545 em 2005, para R$ 571 em 2006 e depois a R$ 580 em 2007, um crescimento de pouco mais de 6%.

Já a renda média da classe C permaneceu no mesmo patamar nesses três anos: algo em torno de R$ 1.100. A pesquisa ressalta ainda que o número de pessoas que passou de D/E para C teve um aumento de sua renda média mensal de R$ 580, para os atuais R$ 1.100.

Outro destaque da pesquisa foi a melhoria da renda disponível das classes C e D/E, aquela que sobra após o pagamento de contas e obrigações financeiras. A renda disponível das classes D/E foi negativa, em 2005, em R$ 17, terminando o ano no vermelho. No entanto, em 2006, a renda disponível ficou em pouco mais de R$ 2, subindo a R$ 22 no ano passado.

A classe C também registrou aumento nesse item. Ela era R$ 122 em 2005, passou para R$ 191 em 2006 e caiu para R$ 147 em 2007. Apesar da queda de 23,04% no último ano, quando se toma todo o período, o crescimento foi de 20%. Apenas as classes A/B viram diminuir sua renda disponível, caindo de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007, uma redução de 20%.

terça-feira, 25 de março de 2008

PT Nacional rejeita alianças com oposição e remete casos das grandes cidades para a CEN

O Diretório Nacional do PT, reunido nesta segunda-feira (24), aprovou as diretrizes para a política de alianças nas eleições municipais de 2008. Segundo a resolução aprovada, o PT deverá buscar, nos municípios, coligar-se prioritariamente a PCdoB, PSB e PDT, além dos partidos da base aliada do governo Lula, em especial o PMDB, desde que dialoguem com o programa petista.
Ainda de acordo com a resolução, eventuais alianças com partidos que fazem oposição ao governo Lula deverão ser referendadas pelas respectivas Executivas Estaduais, cabendo recurso à Direção Nacional do PT. No caso das capitais, das cidades com mais de 200 mil eleitores e daquelas que transmitem horário eleitoral gratuito de rádio e TV, tais alianças precisam também ser “obrigatoriamente” aprovadas pela Comissão Executiva Nacional.

Durante entrevista coletiva ao final da reunião, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, explicou que a questão de Belo Horizonte se encaixa nesse último ponto. Segundo Berzoini, o entendimento do DN foi no sentido de que, embora a aliança proposta na capital mineira envolva um nome do PSB, ela vem acompanhada de uma tese de fundo que advoga a aproximação programática de PT e PSDB – tese várias explicitada na imprensa pelos seus defensores.

“Não há veto à priori, mas o Diretório Nacional, na resolução aprovada hoje, rejeitou a idéia de que possa haver compromissos programáticos entre PT e PSDB na conjuntura atual e menos ainda em relação às eleições de 2010”, disse, lembrando que os dois partidos têm "projetos antagônicos de país".

O DN também decidiu que a Executiva Nacional, em sua próxima reunião (31 de março), deverá ouvir dirigentes do PT de Minas Gerais, entre eles o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, sobre o tema.

Leia abaixo a íntegra da resolução:

As eleições municipais e a política de alianças

Conjuntura

O Partido dos Trabalhadores vai disputar as eleições municipais de 2008 em uma conjuntura favorável. O Brasil ingressa em um novo ciclo de desenvolvimento. São quatro anos consecutivos de crescimento sustentado, série que atingiu a marca de 5,4% do PIB em 2007. Crescimento puxado por aumento da renda familiar, pela recuperação do salário mínimo, pela geração de mais milhões de empregos formais e pela aplicação de fortes políticas públicas claramente voltadas para a inclusão social e econômica das parcelas mais pobres da população brasileira.

O PT e o governo do presidente Lula tiraram o país da situação pré-falimentar a que havia chegado após oito anos sob comando do PSDB e do PFL (hoje Democratas). Recuperamos a capacidade de investimento e, com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), devolvemos ao estado seu papel de indutor do crescimento, invertendo a lógica neoliberal que predominou na Era FHC.

Com estas e outras ações, o governo do presidente Lula e o PT têm concretizado uma de suas principais bandeiras históricas: a construção de um novo modelo de desenvolvimento para o país, com forte participação do Estado, distribuição de renda e voltado para um mercado de consumo de massa.

A continuidade desse projeto transformador tem sido assegurada, em certa medida, pela coalizão de partidos que dá sustentação e estabilidade política ao governo Lula – o que nos coloca o desafio de estabelecer relações com esses partidos sem perder de vista o fortalecimento do PT.

Tática Eleitoral

Os principais objetivos do PT nas eleições-2008 são reeleger seus atuais prefeitos e prefeitas, ampliar o número de cidades governadas pelo partido e aumentar sua participação em governos locais administrados por legendas aliadas. Devemos também lançar candidaturas às Câmaras de Vereadores em todas as cidades nas quais o PT está organizado, com o objetivo de ampliar a nossa participação nos Legislativos Municipais.

A eleição é municipal. Estarão no centro dos debates questões relacionadas aos problemas dos municípios. O eleitorado quer conhecer os programas municipais das candidaturas à prefeituras. O partido deve se apresentar com programas e projetos municipais consistentes, embasado na percepção da realidade local.

Apesar de estarem submetidas à lógica das disputas locais, não podemos perder de vista o que realmente está em jogo nas eleições deste ano. Haverá uma disputa municipal com olhar focado no futuro. Nesse sentido, é uma disputa de caráter local, mas com projeção nas disputas futuras. O crescimento do PT nessas eleições acumula força para a disputa eleitoral de 2010.

Por essa razão o partido deve dar uma feição nacional à sua política de alianças, deixando claro que estão em jogo projetos de país diferentes e antagônicos, principalmente em relação a tucanos e democratas (ex-pefelistas).

O PSDB, o Democratas (ex-PFL) lideram oposição sem trégua e irresponsável ao governo Lula na Câmara e no Senado, chegando ao absurdo de frequentemente votar contra projetos de interesses sociais e do país como um todo. Exemplo claro foi a derrubada da CPMF no final do ano passado, quando retiraram R$ 40 bilhões anuais do Orçamento da União, dinheiro que já estava reservado para a saúde, benefícios sociais e Previdência. Esperavam fragilizar as finanças públicas, inviabilizar os investimentos do governo e, consequentemente, tirar proveito da situação nas eleições municipais deste ano. Nesse início de ano, obstruíram a votação do Orçamento, ingressaram no STF com ADIN impedindo investimentos do PAC e, agora, tentam obstruir a pauta parlamentar, sob pretexto de limitar a edição de MPs.

Nosso projeto é completamente oposto ao dos tucanos e democratas (ex-PFL), que levaram o país à bancarrota econômica, privatizaram o estado, geraram desemprego em massa e aumentaram o universo da exclusão econômica e social.

Na campanha, os candidatos do PT devem aliar o discurso local às grandes questões nacionais, comparando os êxitos do governo Lula com o fracasso de tucanos e democratas (ex-PFL) – mostrando, inclusive, os avanços na repactuação federativa e municipalista, como o aumento dos repasses do FPM e os investimentos do PAC nas cidades, muitas governadas por oposicionistas, entre muitas outras ações. O governo Lula é o governo municipalista. E a nacionalização da campanha deve se dar pela defesa dos projetos de investimentos sociais e de infra-estrutura nas cidades.

Aliar esse discurso com as questões municipais é de fundamental importância. O PT tem uma longa tradição de governos municipais criativos e voltados a melhoria de vida da população, com vários projetos de sucessos premiados internacionalmente. O modo petista de governar já se tornou uma forte marca em campanhas eleitorais. Levando em consideração cada realidade, devemos destacar as experiências exitosas nas administrações petistas apresentar programas de governo tendo como base os seguintes eixos: comunicação, participação social, cidadania cultural e controle social; desenvolvimento local sustentável; políticas sociais; gestão ética, democráticas e eficientes; planejamento, território e financiamento dos municípios, e, questão de gênero, raça e orientação sexual. Os programas devem ser factíveis e de fácil entendimento da população. É muito importante que o povo compreenda as propostas do partido.

A aliança com os movimentos sociais é estratégica. O partido tem uma forte ligação com as organizações populares e deve trazê-las para a campanha, respeitando sua autonomia. As campanhas eleitoras podem e devem servir para mobilizar os movimentos sociais e valorizar o militante, oferecendo argumentos para a disputa ideológica e a defesa das propostas dos nossos candidatos.

Sempre na condição de avaliar as condições locais, devemos lançar candidaturas às prefeituras e formar chapas competitivas para vereador, buscando aliados para nossas campanhas. Quando não houver condições de lançarmos um nome próprio, devemos estudar a possibilidade de apoiar candidaturas de outros partidos.

A política de alianças em 2008 deve obedecer aos seguintes critérios:

1) alianças programáticas com base nas propostas de governo democrático e popular;

2) defesa do governo Lula;

3) candidaturas com perfil democrático e princípios éticos.

Observando esses critérios, podemos fazer alianças com os partidos da base de sustentação do governo Lula, desde que dialoguem com o programa do partido.

Devemos construir alianças preferenciais com PCdoB, PDT, PSB, partidos de esquerda e tradicionais aliados do PT, no sentido de conformação de um bloco de esquerda para enfrentar a direita conservadora. O PMDB, pela sua importância na coalizão do governo Lula e pela sua capilaridade, é outra possibilidade de aliança, em que pese sua diversidade nos municípios. Além desses, todos os partidos da base aliada ao governo Lula devem ser procurados.

Eventuais alianças com partidos que estão fora da base de apoio ao governo Lula devem ser tratadas como exceções, debatidas e deliberadas em encontro municipal, referendadas pelas Executivas Estaduais, cabendo recurso à Direção Nacional.

No caso das capitais de estado, cidades com mais de 200 mil eleitores e cidades que transmitem horário eleitoral gratuito de TV, eventuais alianças com partidos que estão fora da base de apoio ao governo devem ser tratadas como exceções, que serão debatidas e deliberadas em encontro municipal, referendadas pela Executiva Estadual e obrigatoriamente aprovadas pela Comissão Executiva Nacional do PT.

Brasília, 24 de março de 2008

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

Paulo Henrique Amorim: 'Foi Serra quem me demitiu?'

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada


O CEO do iG, Caio Túlio Costa, um jornalista que se considera grão-vizir do "ombundismo" (*), deixou de ser presidente da Fundação Padre Anchieta, porque Serra o vetou.

Jorge Cunha Lima, da Fundação Padre Anchieta e dono de um blog no iG (cuidado, Jorge, o Caio vai te tirar do ar ... faz um backup rápido), me contou, no restaurante Amado, em Salvador, que indicou Costa a Serra, para substituir Marcos Mendonça. Serra vetou.

Estranho... Costa e Serra são como unha e carne. Costa nasceu e se criou na Folha (de S.Paulo). E Serra e a Folha são uma coisa só. O irmão de Costa, Bob Costa, sempre trabalhou com Serra, foi Ministro da Secom para poder ajudar a campanha de Serra em 2002, e hoje administra uma parte significativa da minúscula conta de publicidade do Governo de São Paulo...

Caio Costa foi o primeiro a dirigir o UOL. E o primeiro chat do UOL foi com Serra. (Serra, como sempre, formulou teses que foram esculpidas na pedra da Acrópole de Atenas...)

No momento, o presidente eleito enfrenta dois problemas interessantes.

O Procurador Arnaldo Hossepian Júnior, do Ministério Público do Estado de São Paulo, acredita que os empreiteiros desrespeitaram o contrato para construir a Linha 4 do metrô - aquela da cratera - e andaram depressa demais, talvez para ajudar a campanha de Alckmin à Presidência da República. Ou seja, um crime tucano, dos pés à cabeça. E o presidente eleito não se pronuncia sobre a matéria.

Outro problema interessante é a privatização da Cesp. Como se sabe, o presidente eleito pretende fazer a privatização da espuma das usinas da Cesp. Já que ele não pode vender usinas que não se sabe se serão da Cesp.

Claro, o presidente eleito vai vender Ilha Solteira e Jupiá a quem acreditar que ele vai ser o Rei do Brasil e, em 2015, Ilha Solteira e Jupiá serão da Cesp...

Um dos objetivos de Costa, ao fazer a "limpeza ideológica" (*2) dos meus arquivos no iG era apagar no tempo e no espaço o que escrevi sobre o presidente eleito. Exercício inútil.

(*) Como se sabe, ombudsman no PIG é um oxímoro. Costa foi o primeiro ombudsman da Folha e acha que isso precisa estar registrado nos anais da História Contemporânea. Tanto que escreve livros sobre o assunto e reacende a chama do ombudsman sempre que pode - como fez recentemente no iG. Ombudsman no PIG serve para aliviar o complexo de culpa de editores inescrupulosos. Ombudsman na internet, nos portais, onde 99% do conteúdo é de terceiros, é uma inutilidade. Ou uma forma de fazer carreira acadêmica...

(*2) Professor da Cásper Libero, Costa é um especialista em "jornalismo e ética"... Não foi essa a primeira vez que Costa promoveu uma "limpeza ideológica" de arquivos num provedor da internet. Sobre isso, mais, depois...

terça-feira, 18 de março de 2008

Emprego formal bate novo recorde e tem melhor mês de fevereiro da história

O emprego formal no Brasil cresceu 38% em fevereiro, se comparado ao mesmo mês do ano passado. No período, o melhor fevereiro da série histórica, foram criadas 204.963 novas vagas, segundo divulgou hoje o Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados são referentes ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Em relação ao saldo de janeiro deste ano, o volume representa um aumento de 0,7%. Em fevereiro do ano passado, foram criados 148.019 mil novos empregos.

O emprego formal no primeiro bimestre de 2008 também teve valor um recorde. Em relação ao saldo de janeiro e fevereiro do ano passado, houve aumento de vagas de 1,2%.

Nos dois primeiros meses do ano, já foram abertos mais de 347,8 mil novos empregos com carteira assinada, segundo dados do Caged.

segunda-feira, 17 de março de 2008

PT/MG aprova resolução sobre eleições municipais

Confira a II Resolução do Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais, aprovada pelo Diretório Estadual, no sábado (15)

Uma contribuição ao debate

As eleições municipais de outubro acontecerão sob o enorme sucesso do governo Lula. O crescimento do país, fruto da melhoria da renda dos assalariados, da oferta de empregos, do Plano de Aceleração do Crescimento, das políticas sociais, criam um ambiente propício para debater com a sociedade os rumos de nossas cidades.

Estamos consolidando nosso projeto anti-neoliberal e devemos, nessas eleições, politizar o debate acerca do modelo de desenvolvimento que queremos para o Brasil – mais estado a serviço do povo, mais cidadania, mais direitos, mais justiça social.

Os temas da sustentabilidade do crescimento e do papel dos municípios no desenvolvimento nacional, da necessidade de uma profunda reforma política e da participação popular devem ser centrais no nosso discurso de campanha, traduzidos para o contexto de cada localidade.

O PT é o nosso grande instrumento de transformação, da implementação do nosso projeto onde há prevalência do coletivo do partido, sobre as pessoas.

Vencemos as duas últimas grandes disputas de rumo da política nacional, em 2002 e 2006. O nosso atual desafio é identificar o PT nos municípios com os projetos e programas do Governo Lula para atingirmos o melhor desempenho nas eleições de 2008. Assim agiremos localmente para construir uma nova Minas Gerais e nos prepararemos para a continuidade da mudança em 2010.

O Governo Aécio não se coaduna com o que o PT quer para Minas Gerais e muito menos para o Brasil. Reafirmamos nossa oposição programática ao governo estadual, conforme Resolução do 3º Congresso Estadual, em razão de ações como: mínimos investimentos na área social, ausência de participação popular, falta de transparência no gasto público e sua concepção de estado mínimo.

A Direção Estadual, observado o estatuto, promoverá o diálogo para que aonde o PT governa as prévias sejam evitadas e, ainda, trabalhará para que o partido em todo o estado lance candidatos a prefeito(a), vices e a vereadores(as), fortalecendo o 13 e nossas marcas principais, tendo como referência prática os êxitos de nossas atuais administrações.

Nossos aliados, considerando a realidade local, devem ser prioritariamente aqueles do campo democrático e popular, tradicionalmente – o PCdoB, o PSB e o PDT. Os demais partidos que dão sustentação ao governo Lula também estão inseridos no nosso campo de alianças, em especial o PMDB.

Já os partidos que fazem oposição ao governo Lula – o PSDB, o DEM e o PPS – estão fora desse campo. Eventuais coligações com estes partidos só poderão ser realizadas com autorização prévia da DE, cabendo recurso ao DN.

PT/MG

sexta-feira, 14 de março de 2008

Rice: Lula se destaca pela sabedoria e por ter melhorado a vida do seu povo

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (14) ao Bom Dia, Brasil, da Rede Globo, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice elogiou a posição de liderança do Brasil na América Latina e também teceu vários elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil é claramente um líder na região. O Brasil se destaca. O presidente Lula se destaca por sua sabedoria, por sua capacidade de unir a região, por sua visão. E não apenas por sua visão sobre a região, mas também por ter conseguido melhorar a vida do seu povo e por ter relações com países como os Estados Unidos”, destacou.

Rice reafirmou a expectativa dos Eua com relação à utilização dos biocombustíveis e o papel de Lula nesta questão que é mundial.“Acho que ele vai conseguir colocar os biocombustíveis no mapa, como uma maneira de resolver os terríveis problemas que estamos enfrentando de oferta de energia e mudanças climáticas. O presidente Lula é visto como um líder. O Brasil é visto como um líder e cada vez mais como um líder global, não apenas regional”, afirmou ela.

Sobre a sua visita à Bahia, ela afirmou que sempre desejou conhecer o estado pelas sua beleza e também pela influência afro na cultura local.”Foi um desejo pessoal vir à Bahia. Eu tinha ouvido falar da Bahia por anos e de Salvador, uma grande cidade, e também por causa da comunidade afro-brasileira aqui, a expressão da cultura daqui. E, claro, eu sou descendente de africanos e sempre acreditei que Brasil e Estados Unidos, em alguns aspectos, se parecem mais entre si que do que quaisquer dois outros países no mundo.A tradição da grande diáspora européia, latina e africana, todos vivendo lado a lado, então eu quis vir para a Bahia. E posso ver que eu não estava errada. É lindo aqui. Eu só sinto ter demorado tanto a conhecer a Bahia”, disse Condoleezza.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Crescimento brasileiro supera expectativas e PIB de 2007 fica em 5,4%, aponta IBGE

O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 5,4% em 2007 em relação ao ano anterior, divulgou nesta quarta-feira (12) o IBGE. O resultado atingiu R$ 2,6 trilhões e é o melhor desde 2004. Entre os setores da economia, o de melhor desempenho foi a agropecuária.Em 2006, a alta do PIB total havia sido de 3,8%. Originalmente, o divulgado foi 3,7%, mas o IBGE revisou o número. Também houve mudança na taxa do PIB em 2005, indo de 2,9% para 3,2%. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas no país num determinado período.A renda per capita, divisão do PIB total pelo número de pessoas residentes no país, teve um crescimento real de 4% em relação a 2006, alcançando R$ 13.515.
No último trimestre do ano passado, a economia do país expandiu-se 6,2% em relação a período equivalente de 2006 e 1,6% na comparação com o terceiro trimestre de 2007.

Analistas de mercado tinham uma previsão menos otimista para a taxa anual. A última pesquisa Focus do ano passado (levantamento que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras sobre os rumos da economia brasileira) mostrava que especialistas previam um crescimento em torno de 5,2% para todo o ano de 2007.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que a economia do país teria crescido acima de 5%, mas afirmou que o número ficaria "entre 5,2% e 5,3%". A previsão de Mantega é de que a economia cresça 5% neste ano. Para analistas de mercado, a estimativa é de 4,5%, segundo o mais recente boletim Focus.