PT Leopoldina - Diretório Municipal

quinta-feira, 6 de março de 2008

Para Nassif, 'Veja' está num processo de deterioração moral

Por trás da escalada “neocon” da revista Veja, há uma trama que envolve dossiês falsos — “os planos Cohen da vida” —, lobbies com políticos e empresários, “assassinatos de reputações”, manipulações e outros desprezos à lei. Em entrevista ao Vermelho, Luis Nassif revela como e por que resolveu desmascarar a farsa, através do “dossiê Veja”, publicado em capítulos no blog Luis Nassif Online.

Por André Cintra e Priscila Lobregatte
Diz a série: o conservadorismo da maior revista semanal do Brasil ganhou ainda mais ênfase com a ascensão de Eurípedes Alcântara e Mario Sabino aos cargos, respectivamente, de diretor de Redação e redator-chefe. Com eles no comando, também tiveram projeção o editor especial Lauro Jardim, da seção “Radar”, e o colunista Diogo Mainardi. Estava formado o “quarteto de Veja”, responsável — segundo Nassif — pelo “maior fenômeno de antijornalismo dos últimos anos”.
O dossiê conta os bastidores e as evidências desse processo. Mostra as relações promíscuas entre Eurípides e o banqueiro Daniel Dantas, o clima bélico injetado por Veja contra jornalistas de outros veículos, a campanha ostensiva e golpista contra o governo do presidente Lula, entre outros descalabros. A repercussão é estrondosa. Da página de Nassif na internet, a série já é reproduzida em mais de 800 blogs.
Para Nassif, enfrentar a Veja é lutar em defesa do jornalismo. Mas o dossiê só tem êxito, segundo ele, porque a internet começou a democratizar a comunicação no Brasil, permitindo denúncias de abusos, além de contrapontos fora da grande mídia. E Nassif acredita que uma outra entrevista sua ao Vermelho, concedida em 2006, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, “foi a primeira que rompeu com essa cortina de silêncio”.
Você já escreveu um livro (O Jornalismo dos Anos 90) para tentar explicar mudanças paradigmáticas da imprensa na última década. Após as eleições 2006, soltou o artigo “A longa noite de São Bartolomeu”, que é quase um apêndice do livro, com um resumo e atualizações a respeito dessas transformações. O que houve nesse período? Como e por que a grande mídia mudou?
O livro terminava relativamente otimista. Eu achava que, com o avanço do discernimento por parte dos leitores, a imprensa seria mais seletiva e mais rigorosa na apuração de notícias. Mas nos anos 90 e nesta década entre 2000 e 2010, ao menos até agora, ocorreu uma confluência de fatores que piorou muito o ambiente midiático.
Tivemos, de um lado, a crise das empresas jornalísticas, que cometeram o que chamamos de ato de fraqueza como forma de não só saírem da crise como também de enfrentarem um outro cenário adverso que viria pela frente. Cederam à mídia internacional, com grandes grupos entrando e um novo padrão sendo introduzido — e nossos homens da mídia eram sempre acostumados com um ambiente fechado, sem uma visão estratégica para sobreviver num ambiente de competição.
Isso levou a um pacto de autodefesa entre esses grupos, porque eles precisariam fazer parcerias também com grandes investidores. É aí que aparece a figura dos banqueiros dos anos 90, alguns bem barra-pesada, que passam a ser uma das bóias de salvação da mídia. E aí você vende a alma. Quando você vende a alma e tem essa falta de critério jornalístico em algumas publicações, você dá tanto poder para seus diretores que eles saem do próprio controle da organização.
Nessa série da Veja que estou fazendo, há muitos episódios que não têm Abril no meio. A Abril perdeu o controle. A comparação que faria é a de uma empresa que usa o caixa 2 e sistemas não-formais para poder conseguir negócios — e que perde o controle de quem está fazendo as coisas. Na Veja, você tem matérias que são muito estranhas. Você olha e diz: que justificativa tem para isso? É a Abril que está pedindo isso? São os diretores?
Você está nos dizendo que a “hierarquia militar” da Abril foi violada? Ou o Roberto Civita (presidente da Editora Abril) poderia intervir e não interveio?
O Roberto Civita foi alvo, em momentos passados, de ataques pessoais pesados. E aí vem um pessoal pistoleiro de reputação e oferece a chance de fazer com eles o que antes fizeram com o Civita. E então ele libera esses mastins para sair atacando todo mundo. O que acontece? Ele não é um cara ideológico. Esse negócio de dizer que os sócios sul-africanos é que estão levando a essa posição da Veja é mentira. O Civita é um sujeito que se guia pelo mercado e que se baseia muito no que acontece nos Estados Unidos.
E nos Estados Unidos tem início esse movimento neocon, de agressividade na linguagem. Ele pensou: “Vamos trazer isso para cá”. E entregou essa função para as piores mãos possíveis — um pessoal jornalisticamente incompetente e inescrupuloso no trato da informação. Começaram a radicalização, a grosseria, os ataques contra todo mundo e os beneficiamentos pessoais. O que aconteceu com o livro do Mário Sabino? Ele usou todo o ferramental disponível inclusive para mudar critérios dos livros mais vendidos e, assim, se beneficiar. Isso aí não é coisa da Abril. É inacreditável um negócio desses.
Se essa série tivesse saído no ano passado, o que eles alegariam? São os inimigos políticos da Veja, são os chapas-brancas E atrás desse discurso, dessa blindagem, eles faziam tudo. A qualquer crítica que surgisse, eles diziam: “Ah, são os chapas-brancas”. O Diogo Mainardi foi usado pelo Mário Sabino, é um doente. Foi utilizado para isso: se alguém chegar perto, cria a marca “é da equipe do governo”, “é chapa-branca”. Com isso, você libera a direção para fazer o que desse na telha.
Foi o que fizeram com o Franklin Martins, com a Tereza Cruvinel...
Você pega o Franklin Martins. Eles conseguiram jogar nos braços do governo o melhor jornalista político do país: “Ah, agora está provado que o Franklin era governista”. Provado coisa nenhuma! O Franklin ficou fora do mercado e foi trabalhar no governo. A Tereza Cruvinel era uma das melhores colunistas que havia. Começaram com esses ataques baixos, desqualificadores, e ela foi trabalhar no governo.
A questão toda não é somente os ataques, mas a maneira como os jornais reagiram a isso. No Globo, o (diretor-executivo de jornalismo) Ali Kamel fechou com eles. O que o Ali Kamel fez com o Franklin quando foi atacado? Rompeu contrato com ele. Isso foi uma deslealdade que intimidou todos os demais colunistas do O Globo. Na Folha, o Otavinho (Otávio Frias Filho, diretor de Redação) não saiu em defesa quando seus colunistas foram atacados. Não digo nem a mim — mas ao Kennedy Alencar, ao Marcelo Coelho e a outros.
Isso criou uma insegurança geral nos colunistas. Nos anos 90, havia diversidade jornalística dada por eles. Quando se cria essa guerra e essa unanimidade para derrubar o Lula — e se permite que os seus jornalistas sejam atacados —, você induz todos eles a fazerem discurso único por uma questão de sobrevivência profissional. Eu pulei fora.
Nos anos 50, havia um jornalismo bastante carregado de opiniões. Isso voltou tal como era antes ou você vê diferenças?
Voltou com tudo, inclusive com os planos Cohen da vida. Toda aquela manipulação, inclusive dossiês falsos, passou a ser usada. Isso é uma loucura! Estamos na era da internet, da comunicação, e a Veja passa a usar dossiês falsos, passa a misturar a notícia com fantasia.
Aquele negócio de dólares de Cuba é um exemplo. A qualidade da notícia deveria ser melhor até por uma questão de cautela. Se hoje não há mais aquele controle da informação que se tinha antes, você não pode se dar à imprudência de sair inventando história, porque vai ser desmascarado.
Há um capítulo do dossiê em que você diz que, a cada sucessão no comando da Veja, entram jornalistas cada vez mais desqualificados e incompetentes...
É. A Veja está num processo de deterioração moral. Recebo vários e-mails de jornalistas que trabalharam lá, e há um que fala que, a cada edição, morria de medo de involuntariamente fuzilar alguma reputação. Porque eles pegam as matérias e alteram tudo.
Existem vários exemplos de jornalistas que faziam parte de um grande veículo e que, agora, têm seus sites e blogs, estão “nadando contra a corrente”. Temos o Paulo Henrique Amorim e o Luiz Carlos Azenha, que eram da Globo. Há você, que saiu da Folha. A internet virou uma válvula de escape?
Vou falar da minha experiência. Na Folha, sempre procurei jogar no contrafluxo. Um exemplo foi a Escola Base. Esse negócio de não seguir a manada, para mim, sempre foi um oxigênio. Qualquer forma de restrição ao pensamento, para mim, é um terror. E a restrição ao pensamento pode vir da empresa, pode vir do governo ou pode vir do leitor.
Ao longo dos anos 90, um grande fator de restrição à imprensa foram essas pesquisas de opinião. Os jornais criavam um escândalo, o leitor queria mais daquele escândalo, e o jornal ficava prisioneiro daquela opinião do leitor que ele mesmo tinha criado. Era um círculo vicioso.
O que aconteceu nos últimos anos foi que você não podia mais jogar no contrafluxo por conta dessa frente que se formou contra o governo. Uma das características do jornalismo é que a capacidade que você tem de fazer um elogio é que te garante credibilidade e a eficiência quando você faz a crítica. Se for sistematicamente a favor ou sistematicamente contra, não se faz jornalismo.
Só que quando, começou aquela campanha maluca contra o Lula, você tinha que ficar sistematicamente contra. Tinha denúncia verdadeira? Tinha. Mas também havia denúncias falsas. O jornalismo coerente tinha que separar o falso do verdadeiro. Só que o patrulhamento foi um negócio tão intenso — e essa frente da mídia foi tão emburrecedora — que acabou essa diferenciação.
Quando fomos para a internet, o público que estava lá era o público dos jornais. Mas a internet também é uma armadilha; você tem que tomar cuidado para não ficar prisioneiro dela também. Meu público é 80% a favor do Lula. Mas, se você cede a esse público, você perde a liberdade.
Que pressões você sofreu na Folha?
Ali foram desgastes internos, que já vinha há algum tempo. Quando entrou a “guerra santa” e eu comecei a fazer o contraponto, gerei insatisfação e não teve jeito.
Existe na blogosfera um “ativismo jornalístico” cujos principais nomes seriam o seu, o do Paulo Henrique Amorim?
Isso aí é malandragem desse pessoal da Veja. Quando a Veja resolveu montar a blindagem para a revista, o álibi encontrado contra as críticas foi dizer que se formou uma frente contra ela. Quando comecei minha série, o Paulo Henrique ligou me apoiando. E eu falei: “Não me apóia”. Daí, quando eu lancei o primeiro capítulo, ele fez um carnaval lá, e eu publiquei uma coluna até deselegante com ele, mas não tive outro jeito. Falei que não tenho nada a ver com Paulo Henrique — só para deixar bem claro que não havia essa ligação.
Você pega esses blogs da Veja e tem lá: “Porque o iG tem o Paulo Henrique, o Mino, o Nassif...”. Isso é malandragem. Qualquer crítica que você faz, eles dizem: “Você está fazendo a crítica porque existe uma frente”. Então a maior precaução que eu tomei quando comecei a escrever foi deixar bem claro que não havia essa ligação.Trabalhei com o Paulo Henrique há alguns anos e, nos últimos dois ou três anos, encontrei com ele em uma ou outra palestra. Não tenho intimidade com ele, nem ele comigo. Fazemos tipos diferentes de jornalismo. Esse negócio de frente foi malandragem da Veja.
A discussão que quero ter é jornalística. A Veja tem o direito de ser de direita ou de esquerda — quem define é o dono. Não tenho a pretensão de achar que tenha que haver uma assembléia de jornalistas definindo isso. O jornalista, quando quer ter opinião, vem para a internet. Minha crítica é que a Veja não obedeceu aos princípios jornalísticos. Manipulou, jogou, assassinou reputações, atropelou a lei.
Quando foi entrevistado por nós, em outubro de 2006, você já dava indícios de que havia esses problemas na Veja, mas apenas passava de raspão. Falava nos superpoderes do Eurípedes, comentou também da relação entre a revista e o Daniel Dantas. Por que você resolveu abrir a tampa e ir a fundo só agora, chegando ao dossiê?
Olha, eu teria assunto para mais uns 15 dossiês, se eu tivesse tempo. O meu método de trabalho é um pouco diferente do da Veja. Quando, lá atrás, sofri o ataque da Veja, fui procurar entender o que estava por trás daquilo. Estava na cara que era o Mainardi atuando na defesa do Daniel Dantas, mas não estavam claras as ligações e quem era quem no jogo. Passei esse período todo tentando entender.
Depois que você coloca as peças no lugar, basta pegar todas as matérias que estão lá e ir encaixando. Há uns oito meses, comecei a dar uns cutucões na Veja e o blog desse rapaz ficou oito meses me atacando, dizendo que eu era ladrão. Dizia coisas inacreditáveis. Sabe aquela coisa de você encontrar o cara de madrugada, bêbado, e ele vem xingar sua mãe, seu pai (risos). Depois que você fecha a lógica, é só encaixar as matérias.
Você levanta quatro nomes à frente dessa linha na Veja – Eurípedes, Sabino, Jardim e Mainardi. Por que o Reinaldo Azevedo, outro radical, não entra nessa lista?
O Azevedo é menor. Você tem o Mário Sabino, certo? E o Reinaldo Azevedo é um Sabininho. Pegue o último capítulo da série que foi publicado, sobre os livros — que tem o Azevedo escrevendo resenha. Aquilo lá é só Sabino. Você pega o texto do Azevedo, pega um professor de literatura, e compara. São as impressões e as marcas do Sabino.
O que o Mario Sabino faz na Veja? Ele tem dois ou três ali que ele usa para atacar: o Sérgio Martins, o Jerônimo Teixeira, por exemplo. Ele altera os textos deles. No caso do Reinaldo, o Sabino dá o texto pronto. O Reinaldo é apenas uma caricatura. E isso é importante porque, sendo uma caricatura, ele deixa mais à mostra o que é esse jogo. Outro dia, ele escreveu sobre o Obama (Barack Obama, pré-candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos), descendo o cacete, e de repente a Veja sai com uma visão diferente. Ele entrou em pânico, porque ele não representa nada. Como caricatura, todos os defeitos da Veja ficam mais evidentes com ele. Mas ele é apenas um Sabininho.
E quem é Daniel Dantas? Como ele aparece na história?
Nos anos 90, você teve o avanço dessas colunas de negócios, que passaram a ser utilizadas como ferramentas de lobbies empresariais. Não estou generalizando. Isso começa a ficar muito pesado mesmo nos anos 90, e esses lobistas maiores passam a recorrer aos serviços de assessorias de imprensa barras-pesadas. Com o tempo, eles passam a entrar direto com seus jornalistas. A IstoÉ é um caso clássico de uso de jornalistas para jogadas comerciais. Só que quando se chega na maior revista do país, quando se atinge e coopta o seu centro, aí é demais.
O Daniel Dantas é o maior exemplo de como degringolou política no país. No dia em que ele contar suas histórias, não sobrarão grandes próceres tucanos e não sobrarão grandes figuras petistas também, nem jornalistas expressivos, Poder Judiciário. Ele conseguiu montar uma rede de influência inacreditável. Nos Estados Unidos, talvez no século passado houve esses abusos — mas a sociedade americana criou formas de autodefesa. Aqui não. Aqui se fecha em torno dos novos homens do dinheiro. Esse é um grande mal que o Fernando Henrique deixou para o país, um mal que vai ter — aliás, já está tendo — desdobramentos terríveis. E com a mídia se dispondo a fechar com eles, você tem uma parte relevante dos poderes institucionais que vão pro vinagre.
A mídia é muito poderosa, cria mitos inacreditáveis. O Mainardi é um exemplo. Começou-se a criar um mito de que ele seria o novo Paulo Francis. Mas quando você vê as coisas que ele escreve... E não estou entrando em juízo de valor, mas em juízo de qualidade. De repente, você o transforma num personagem. E, nesses grupos de autodefesa, você tem o Sabino elogiando o Ali Kamel, que elogia o Mainardi, etc. Ou seja, cria-se dentro da imprensa um negócio fora das estruturas de controle dos jornais, grupos de autopromoção que são uma coisa mafiosa. Destrói-se pessoa que não seja do grupo e passa-se a tentar criar reputações intelectuais.
Foi o que o Sabino faz na Veja, com essas manipulações com relação ao livro dele. Ele escreve e assina sobre o Otavinho, sobre o Ali Kamel. Mas, na hora de tentar destruir o Davi Arrigucci, o Silviano Santiago (críticos literários e professores acadêmicos), ele coloca outros para assinar. Tentaram destruir o (também crítico José Miguel) Wisnik, o Santiago, o Arrigucci. E quem são as novas personalidades intelectuais que surgem? Ali Kamel, Mário Sabino, Mainardi. É inacreditável! Mainardi! Duas das maiores organizações do país — Abril e Globo — passaram a ser manipuladas por três ou quatro pessoas, criando esses mitos. É uma loucura.
Então você tinha uma clara dimensão de onde estava se metendo quando iniciou o dossiê?
Quando entrei, me preparei para o pior. Vamos pegar um exemplo. Há oito meses, esse rapaz (Reinaldo Azevedo) me ataca. Há oito meses, o Reinaldo escrevia baixaria contra os professores da USP. Dava no Jornal Nacional e dava na Veja. Aí percebi que, quando começasse a série, eles usariam esse cara para me fazer ataques. Minha reputação continua a mesma. Estava até esperando coisa pior, que deve vir ainda.
Mas usei esses oito meses para preparar minha família. Dizia: “Olha, vão lendo isso aqui. Essa baixaria vai estar ampliada quando eu começar a cutucar esse pessoal”. Minha preocupação maior era com os meus familiares. Cada vez que minha mulher ficava mais horrorizada com os ataques, eu dizia: “Maravilha — estão se enforcando na própria corda”. Desse pessoal, eu esperava tudo. Acho que a Abril está um pouco mais cuidadosa do que eles. Mas, se dependesse deles, estariam falando da minha mãe, das minhas filhas. Eles não têm limites.
Por outro lado, para mim era terrível, como jornalista, essa história de ver um grupo que conseguia ficar incólume com superpoderes para injúrias e difamações. No jornalismo, em qualquer lugar democrático, toda vez que você vê manifestações de superpoder, ou essa arrogância, é um desafio para a gente. Mas ninguém queria desafiar por que? Porque os jornais foram covardes na hora de defender os seus profissionais.
Não tem nenhum jornalista neste país que respeite o jornalismo da Veja. Eles temem. Temem porque a Veja tem autorização para atirar em cima deles, e seus jornais não vão defendê-los. Foi o que aconteceu comigo na Folha. Quando eu saí de lá, eu falei: “Bom, agora estou por minha conta”. Esperei um tempo para o blog pegar e para a radicalização política diminuir, e aí comecei. Vamos ver no que vai dar.
Se bem que, logo depois do artigo do Leonardo Attuch contra você (“Nassif: o fracasso lhe subiu à cabeça”), o Otavinho deu uma declaração a seu favor...
Esse negócio de que fui demitido da Folha porque eu recebia propina — o blog deles estava há oito meses falando sobre isso. Os meus leitores vinham e diziam: “Você não vai responder?”. Não. Se responder, você vai dar munição para um cara desqualificado. Você vai desviar toda a discussão para se defender de maluquices.
O Attuch é conhecido. A Veja, no começo, o atacava — até que fizeram um acordo. Quando veio o ataque do Attuch, foi bom, porque aí o Comunique-se e a Imprensa procuraram o Otávio Frias Filho, e ele esclareceu tudo. Agora, você vê: foram oito meses em que os caras ficaram falando isso aí no portal da Veja, que é maior revista do país. Quer dizer, será que não tem nada de errado com a mídia? Se isso não for uma deformação completa, eu não sei o que é.
Sobre a Globo...
A Globo não tem a mesma baixaria da Veja. A Globo é Ali Kamel.
Mas tem essa questão da superexploração da febre amarela, das crises...
Isso é coisa do Ali Kamel. O jornal O Globo caminhava para ser o melhor do país. Aí entrou o Ali Kamel com essas maluquices dele: o caso da TAM, da febre amarela, apagão, atletas cubanos, etc. O Globo tinha tudo para ocupar o espaço que a Folha deixou e foi comprometido pelo Ali Kamel.
Essa situação tem a ver com a questão da concentração da mídia?
Tem tudo a ver, mas a internet já está democratizando a mídia. Eu recebi aqui alguns e-mails que falam do Mário Sabino brigando com a Folha. A característica desse pessoal é que são todos puxa-sacos. Eles elogiam suas empresas de um tal jeito... Qualquer ser humano com um mínimo de pudor teria vergonha. Faz parte desse perfil.
E é interessante quando você pega o Sabininho. Como ele é caricatura, fica ele todo dia falando do Victor Civita (fundador da Editora Abril), comovido. É inacreditável. Fico vermelho por eles. Aí tinha o Kamel mandando carta toda semana para a Folha, para atacar a Folha e defender O Globo. A Folha era o grande agente de tensão e exerceu um papel de equilíbrio muito importante. Num determinado momento, a Folha deixa de exercer esse papel, e cria-se um pacto tácito entre os jornais.
E eles acham que, com esse pacto fechando a atuação deles, nada do que não quisessem viraria notícia. Não se deram conta do fenômeno da internet. Esse foi o grande engano. Aquela entrevista que a gente fez, acho que foi a primeira que rompeu com essa cortina de silêncio. Isso é resultado do fenômeno da internet.
Fonte: Vermelho

terça-feira, 4 de março de 2008

Venezuela fecha fronteira com Colômbia e Correa viaja a cinco países

O ministro de Agricultura e Terras venezuelano, Elías Jaua Milano, anunciou nesta terça-feira (4) que o governo da Venezuela ordenou o fechamento da fronteira com a Colômbia, em uma situação que já registra movimentos de tropas e a expulsão dos funcionários da embaixada colombiana. A decisão foi tomada no mesmo dia em que o presidente do Equador, Rafael Correa, começou no Peru uma viagem por cinco países latino-americanos para explicar sua posição na atual crise com a Colômbia.

Durante sua viagem, o chefe de Estado equatoriano também irá ao Brasil, Venezuela, Panamá e República Dominicana. Caracas e Quito enviaram tropas à fronteira com a Colômbia e romperam relações com Bogotá após o que eles consideraram como uma "violação da soberania equatoriana" a operação do Exército colombiano no Equador, que provocou a morte de Raúl Reyes, número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).A Colômbia acusou a Venezuela de ter dado US$ 300 milhões de dólares em ajuda às Farc, o que o governo venezuelano nega. Durante a crise gerada entre a Colômbia e o Equador devido a uma incursão armada colombiana, Chávez ordenou a mobilização de tropas na fronteira, "não para atacar a Colômbia, mas para prevenir qualquer ataque" colombiano, disse o ministro.

"Tomamos algumas medidas, como o fechamento da fronteira", disse Milano à emissora estatal venezuelana VTV. A medida, segundo o ministro, "sem dúvida alguma pode haver algum impacto, porém a diversificação de nosso fornecimento de alimentos, graças às políticas desenvolvidas pelo governo do presidente Hugo Chávez, a medida não terá mais incidência". "No momento não dependemos em absoluto da Colombia", país com o qual o intercâmbio comercial bilateral alcançou, em 2007, cerca de US$ 5 milhões.

Há alguns meses, a Venezuela impulsiona uma "orientação estratégica de substituir as importações da Colômbia com (a oferta de exportação) de outros países irmãos que realmente apostam na integração", por isso estamos "preparados para resolver esta situação de tensão com a Colômbia", disse Milano.

Não podemos depender em absolutamente nada de um país que está em uma posição de guerra contra todos seus vizinhos", afirmou o ministro, e insistiu em que seu governo estava prevendo "este cenário". Os venezuelanos já sofrem com o desabastecimento de alimentos básicos desde o ano passado e a primeira conseqüência imediata da medida anunciada é o aprofundamento da falta de alimentos, já que grande parte dos produtos consumidos é de origem colombiana.

Nesse sentido, Chávez "fez grandes esforços para evitar isso, mas, infelizmente, a Colômbia não conseguiu sair do jogo" imposto pelo governo dos Estados Unidos, disse. Existem setores venezuelanos que também seguem esse jogo, alertou Milano, pedindo que os cidadãos não se deixem "confundir por estes setores quinta-colunistas que, em vez de se dignificar em torno da defesa da soberania nacional, simplesmente saem desqualificando" as reações do governo de Chávez. O presidente venezuelano "fez esforços sobre-humanos para se relacionar com este tipo de gente que governa a Colômbia e que quer a desestabilização da região", situação que mudou atualmente, disse.

Milano criticou a "matriz midiática" à qual atribuiu relatórios "exagerados" sobre desabastecimentos nacionais de produtos alimentícios, "política de terror contra nosso povo", que inclui alertar que "haverá uma crise de fome". "Não há nenhuma razão para isso. Pelo contrário, a cada dia mais o povo venezuelano tem direito à alimentação", acrescentou.

O ministro acrescentou que, "neste momento, é necessária uma grande consciência e compreender que a atitude e a posição do governo corresponde a uma análise política e relatórios de inteligência, que indicam que a Venezuela pode ser objeto de uma ação semelhante à sofrida pelo Equador" no sábado passado. Milano reiterou que os funcionários venezuelanos vinham "prevendo esta situação", por isso, há vários meses, "nenhuma compra do Estado da Venezuela é feita na Colômbia".

As compras estatais venezuelanas são feitas agora em países "como Brasil, Argentina e outros da Europa, de modo que o abastecimento do Estado venezuelano não depende em absolutamente nada da Colômbia", insistiu. No entanto, admitiu que "o setor privado nacional tem uma forte relação e grande parte de suas importações são a partir da Colômbia (...), mas viemos nos orientando e abrindo espaços em mercados como a Argentina, Brasil e Nicarágua".

Diplomacia equatoriana
O presidente do Equador, Rafael Correa, inicia na terça-feira no Peru uma viagem por cinco países latino-americanos para explicar sua posição na atual crise com a Colômbia. Correa desembarcará em Lima por volta das 10h (12h em Brasília) e uma hora depois se reunirá com seu colega Alan García, segundo confirmação feita por um porta-voz do palácio presidencial peruano.

A intenção de Correa é informar sobre a incursão de militares colombianos em território equatoriano no fim de semana, em uma operação na qual morreu Raúl Reyes, considerado o segundo no comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).O Equador considerou o ataque como uma agressão e imediatamente o governo recebeu apoio da Venezuela.

O embaixador do Equador no Peru, Diego Ribadeneira, disse que o governo de Correa espera que García colabore na resolução da crise. "O importante é que o presidente García é um bom amigo do Equador e da Colômbia, e então ele poderá ajudar a solucionar o problema, a buscar caminhos nesse objetivo e a escutar a posição do Equador", disse Ribadeneira à agência oficial de notícias do Peru, a Andina.

García disse na segunda-feira que a incursão colombiana no país vizinho violou as leis internacionais e pediu uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos para definir uma ação coletiva contra o "terrorismo". O Conselho Permanente da OEA deve realizar uma reunião extraordinária na terça-feira, a pedido do Equador.

Peru e Equador protagonizaram a última guerra na América do Sul, em 1995, numa disputa provocada pela demarcação de uma fronteira na Amazônia. O conflito foi solucionado pela mediação de um grupo de "países amigos" (Argentina, Brasil, Chile e Estados Unidos) que posteriormente enviaram tropas para vigiar a aplicação de um acordo de paz. Atualmente, o Peru mantém uma disputa territorial marítima com o Chile. Lima já recorreu à Corte Internacional de Haia para tentar resolver o assunto.

Agência Estado

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Salário mínimo sobe o dobro da inflação e passa a valer R$ 412 em 1º de março

O salário mínimo brasileiro passa a valer R$ 412,40 a partir do próximo sábado, 1º de março, confirmou nesta quarta-feira (27) o Ministério do Planejamento. O reajuste de 8,5% sobre o valor atual (R$ 380) representa o dobro da inflação acumulada pelo IPCA no período (4,1%) e dá continuidade à política de valorização do mínimo adotada pelo governo Lula como um importante instrumento de distribuição de renda e combate às desigualdades.

Do primeiro ano do governo Lula até agora, o salário mínimo teve reajustes nominais que, somados, superam a casa dos 100% (valia R$ 200 no início de 2003). Já o aumento real (acima da inflação) é de cerca de 35%.

Graças à política permanente de valorização – aliada a outras iniciativas do governo, como a democratização do crédito – os 35 milhões de brasileiros que recebem o mínimo (entre aposentados e trabalhadores da ativa) passaram a gastar menos com as necessidades primárias e a ter mais acesso ao mercado de consumo.

Em artigo publicado no Portal do PT, o secretário sindical nacional do partido, João Felício, faz um balanço da importância da política implementada pelo governo Lula para o mínimo.

“Diferentemente do período de privatização, desregulamentação e precarização neoliberal, o Brasil vai criando mecanismos de defesa amparados na capacidade produtiva e na criatividade de seu povo”, avalia Felício no texto (clique aqui para ler).

Negociação

Outro importante avanço é a retroatividade na aplicação dos reajustes. Antes, eles vigoravam a partir de maio. Em 2006, passaram a valer em abril; agora, em março; em 2009, será em fevereiro; e, de 2010 em diante, a partir de janeiro.

Tanto a retroatividade quanto os aumentos reais permanentes foram acertados após negociações do governo Lula com as centrais sindicais.

Tais acertos estabeleceram que o cálculo para reajuste considerasse não apenas a inflação, mas também a variação do PIB (Produto Interno Bruto) nos anos anteriores – o que de fato vem ocorrendo.

A política de valorização segue até 2011, quando está prevista a revisão do acordo através de novo processo de negociação.

“Para a CUT, o acordo significa um importante passo para reverter o achatamento brutal do salário mínimo nos anos 1990 e início dos anos 2000, e um dos importantes fatores do fortalecimento recente do mercado interno. Os reajustes incidem sobre os ganhos de aproximadamente 18 milhões de assalariados e de 17 milhões de aposentados e pensionistas”, diz Artur Henrique, presidente nacional da CUT.

Dinheiro garantido

O relator geral do orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), afirmou hoje que os recursos para o aumento do salário mínimo estão garantidos na proposta orçamentária deste ano.

Segundo Pimentel, no projeto de lei encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional, a previsão para o salário mínimo era de R$ 407,41, mas, com a definição da reestimativa de receitas e da inflação do ano passado, o valor acabou reajustado para R$ 412,40.

“No parecer sobre a reestimativa de receitas, e também no parecer geral do relator, estamos reservando os recursos para atender o salário mínimo no país e, em especial, para os aposentados e pensionistas”, disse o deputado.

Ele informou que o Executivo deverá encaminhar ao Congresso Nacional medida provisória reajustando o salário mínimo, já que o projeto de lei nesse sentido ainda não foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Tucanos e Demos querem barrar combate à pobreza e às desigualdades

Na sua cruzada para tentar inviabilizar os atos do governo Lula, tucanos e demos foram mais uma vez ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (26), agora para barrar o programa Territórios da Cidadania, lançado ontem pelo presidente e que destinará R$ 11 bilhões aos mil municípios mais pobres do país.

Os dois partidos – que já retiraram R$ 40 bilhões da saúde ao acabar com a CPMF – agora investem contra a nova ação do governo no combate às injustiças sociais e às desigualdades regionais. A alegação do DEM e do PSDB é de que o programa seria “eleitoreiro” – mesmo argumento usado e não comprovado em outras ações, entre elas contra o Bolsa Família.

O Territórios da Cidadania tem investimento previsto de R$ 11,3 bilhões e atingirá regiões do País com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele prevê ações de forma integrada em 60 territórios neste ano e outros 120 em 2009, em todo o País. A iniciativa reunirá 135 ações de 19 ministérios que pretendem atender em 2008 cerca de mil municípios brasileiros.

Professora é condenada por criticar situação de presos em Leopoldina

No dia 16 de fevereiro Daniel Roncaglia escreveu na Revista Consultor Jurídico uma matéria sobre a condenação da professora Maria da Glória Costa pela Justiça de Minas Gerais.

Leia a matéria na integra.

A professora Maria da Glória Costa Reis foi condenada pela Justiça de Minas Gerais a quatro meses de prisão e a uma multa de dois salários mínimos. É atribuído a ela o crime de difamar publicamente o juiz José Alfredo Jünger de Souza Vieira, titular da Vara de Execuções Penais de Leopoldina (MG), em um editorial publicado no jornal Recomeço, periódico de 200 exemplares impresso em fotocópias e escrito pelos presos da cadeia da cidade.

No editorial Que regime é este?, de agosto de 2005, em que comentava as péssimas condições em que eram mantidos os presos da cidade, Maria da Glória concluiu que “não é aceitável a conivência de magistrados, fiscais da lei, advogados, enfim, operadores de direito com tamanha barbárie”. A juíza Tânia Maria Elias Chain, titular da Vara de Juizado de Leopoldina, entendeu que, mesmo sem citar o nome do juiz uma única vez, o texto ofendeu sua honra e reputação.

O Ministério Público local pediu o enquadramento da professora na Lei de Imprensa porque disse que os detentos na cadeia local estão em pior situação do que aqueles enquadrados no Regime Disciplinar Diferenciado. Com efeito, em seu artigo, Maria da Glória conta que os presos não têm direito ao banho de sol e a visita é de 15 minutos através das grades. “O regime atual é um desrespeito à Constituição, à lei, aos cidadãos deste país, enfim, à nossa inteligência”, argumenta o editorial.A defesa da professora alegou, no processo, que o juiz acumulava as atribuições de Vara de Execução Fiscal. Por isso, era também o responsável pela situação. Disse que o editorial não tem tom pessoal, direto e especifico contra Souza Vieira.

O site do Jornal Recomeço traz a decisão. Nela, a juíza Tânia Maria rejeitou a tese da defesa e tratou ela mesma de fazer a defesa do juiz. Diz que, mesmo constatando a existência de um problema carcerário no país, não se pode atribuir a culpa aos juízes de Execuções Penais.

“O artigo 61 da Lei Complementar 59/2001 não determina ao juiz de Execuções Penais resolver, por exemplo, o problema de superlotação carcerária, simplesmente porque não existe para onde o condenado deva ser mandado, que também não amargue idêntico problema. Não cabe, ainda, ao magistrado em evidência solver questões pertinentes a quantos banhos de sol os sentenciados vão tomar, averiguar se a comida servida é ou não do gosto dos presos, etc”, anota a juíza.

Apesar de não ter mais de 200 exemplares, a juíza considerou que o jornal tem penetração na sociedade leopoldinense por ser lido “nas escolas públicas, nos Correios, no Banco do Brasil e em vários locais”. Quanto a isto, parece não haver dúvidas. Maria da Glória é uma ativista social com grande capacidade de mobilização e múltiplos interesses. Além de editar o jornal Recomeço, ela publica um blog na internet, tem artigos divulgados em sites como o Observatório da Imprensa. É autora do livro Escola, Instituição da Tortura. Entre suas bandeiras estão a luta contra a discriminação racial, a educação dos jovens e, claro, os direitos dos presos.

“Com todo respeito, em que pese a acusada alegar defender, até mesmo com força voraz, os seres humanos, que por ocasião de condenação criminal transitada em julgado, encontravam-se encarcerados e cumpriam pena em Leopoldina, à época, parece a mesma ter-se esquecido, entretanto, do direito do ser humano José Alfredo Jünger de Souza Vieira, de não ser menosprezado, funcionalmente, questionando-se posturas/inações, que ao mesmo não se pode imputar”, anotou a juíza.Como Maria da Glória é ré primária, cumprirá a pena em liberdade. Ela deve ainda pagar dois salários mínimos à Pastoral Carcerária.

Como o Ministério Público não pediu, não será preciso publicar no jornal o direito de resposta. “Não há como essa magistrada determiná-lo, muito embora pense que seja pertinente”, comentou Tânia Maria.Ação Penal Pública 0384.05.039696-7

Prévias 2008 – Iolanda é o grande nome do PT em Leopoldina

De acordo com a resolução do diretório nacional, os diretórios estaduais e municipais têm até 18 de maio para escolher os candidatos do PT.

Em Leopoldina o nome mais cotado é de Iolanda Cangussú André que já foi candidata na última eleição, entretanto, também existem outros nomes dentro do partido.

O PT de Leopoldina está a cada dia mais organizado e tem o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, o que cria uma situação favorável para uma candidatura própria.

Leia na Integra a resolução do DN, Clique aqui.

Pré-selecionados do ProUni têm até hoje para comprovar dados

Hoje (27) é o último dia para que os estudantes pré-selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) compareceçam à instituição de ensino na qual foram selecionados e entreguem os documentos que comprovam os dados informados na ficha de inscrição. Para o primeiro semestre de 2008, o Ministério da Educação (MEC) ofereceu 106 mil bolsas.

A coordenadora do ProUni, Paula Branco de Melo, informou que foram pré-selecionados na segunda chamada 42 mil estudantes. O alunos que não comparecer à instituição de ensino perde o direito à bolsa de estudo. “Nós teremos uma terceira chamada, no dia 4 de março, e outros estudantes serão selecionados nessas vagas”, disse a coordenadora.

Os estudantes precisam apresentar carteira de identidade, CPF, comprovação de renda da família e documento que comprove que o candidato cursou o ensino médio em escolas públicas.

Segundo Paula Branco, para quem ainda não sabe se está entre os pré-selecionados nesta segunda chamada, basta consultar por telefone a Central de Atendimento do Ministério da Educação: 0800 616161. A ligação é gratuita. Também é possível acessar a lista de pré-selecionados no site do ProUni (www.mec.gov.br/prouni).

Agência Brasil

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

PT Minas recebe imprensa para debater os rumos da legenda no estado

Coletiva convocada pelo Diretório Estadual do partido apresenta metas de trabalho até 2009.

Eleições em Minas é tema de debate na mídia mineira

O deputado federal e presidente do Diretório Estadual do PT Minas, Reginaldo Lopes e representantes da Executiva participaram no último dia 21, na sede do partido, de uma coletiva de imprensa. O objetivo era apresentar as propostas de trabalho definidas para o período de 2008/2009 e esclarecer as divergências sobre o processo das eleições municipais no estado.

A coletiva foi aberta pelo secretário de comunicação, João Pereira Batista, que explicou as metas estipuladas para setor que ele coordena. A transparência no diálogo com a imprensa, segundo ele, é fundamental para consolidar um trabalho de democracia e popularização da informação que o partido está desenvolvendo.

“Estamos abertos para atender as demandas que surgirem. O trabalho é voltado para democratizar a informação. Temos vários canais abertos para atender as necessidades da imprensa”, disse.

Estiveram presentes na coletiva a secretária de finanças do PT, Gleide Andrade de Oliveira, o secretário de movimentos populares, Marcos Joseraldo Lemos e representantes do Diretório Estadual. Além de aproximadamente 15 veículos de comunicação do estado.

ELEIÇÕES

Em um segundo momento da coletiva, o deputado federal e presidente do partido em Minas, Reginaldo Lopes, explicou as metas traçadas pela legenda no período de 2008/2009. A campanha de filiação de militantes, as datas para os encontros regionais e estaduais e as eleições 2008 estiveram na pauta.

De acordo com ele, a ousadia de pensar o futuro é o objetivo estabelecido pela nova Executiva para construir uma sociedade mais justa e capaz de reduzir a desigualdade existente em Minas.

Sobre as eleições em Belo Horizonte, Lopes não descarta a possibilidade de aliança entre o PT e o PSDB, mas entende que as várias linhas apresentadas devem ser ouvidas e debatidas para chegar em um consenso do que é melhor para Minas e para o Brasil.

“O diretório estadual não tem a pretensão de conduzir o processo eleitoral em Belo Horizonte, mas tem a obrigação de ter opinião política sobre a principal cidade de Minas. Qualquer liderança do PT é legítima para ter opinião sobre o desenrolar do pleito”, defende Lopes.

DN se reúne em 24 de março para decidir sobre política de alianças na eleição 2008

O Diretório Nacional do PT vai se reunir no próximo dia 24 de março, em Brasília, para decidir sobre a política de alianças do partido nas eleições municipais deste ano. A convocação do DN foi aprovada por unanimidade em reunião da Comissão Executiva Nacional realizada nesta segunda-feira (25).

Segundo explicou o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, a discussão irá partir das diretrizes já definidas na resolução política aprovada pelo DN em 9 de fevereiro.

“Com base nesta resolução, vamos fixar um parâmetro nacional para todo o partido, ou seja, com quem podemos nos aliar, com quem devemos dar prioridade e com quem não devemos nos aliar”, afirmou Cardozo.

Clique aqui para ler a resolução política do último dia 9.

A Executiva também definiu na reunião de ontem a composição do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral), que deverá subsidiar o Diretório Nacional na formulação da estratégia geral para as eleições 2008, acompanhar a implementação da política de alianças nos municípios e propiciar apoio técnico às campanhas, entre outras tarefas.

O GTE será coordenado pelo presidente do partido, deputado Ricardo Berzoini. Os demais integrantes são: Elói Pietá, Gleber Naime, Iriny Lopes, Joaquim Soriano, Jorge Coelho, Paulo Ferreira, Paulo Frateschi, Renato Simões, Romênio Pereira, Selma Rocha e Valter Pomar.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Territórios da Cidadania ampliam distribuição de renda e inclusão social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que o programa Territórios da Cidadania, lançado por ele nesta segunda-feira (25), vai ampliar as possibilidades de inclusão social e econômica de milhões de brasileiros que vivem nos municípios mais pobres do país.

Por esse motivo, de acordo com o presidente, o novo programa não irá substituir o Bolsa Família, mas servir como complemento das ações do governo voltadas para a redução das desigualdades.

“Eu não tenho pressa de acabar com o Bolsa Família. O Bolsa Família vai acabar no dia em que a sociedade brasileira conseguir construir as políticas de distribuição de renda, para que não precise mais da política do governo”, disse Lula.

Ainda numa referência ao Bolsa Família, Lula disse que os novo programa será o segundo passo para acabar com a pobreza no país.

O Territórios da Cidadania tem investimento previsto de R$ 11,3 bilhões e atingirá regiões do País com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Ele prevê ações de forma integrada em 60 territórios neste ano e outros 120 em 2009, em todo o País. A iniciativa reunirá 135 ações de 19 ministérios que pretendem atender em 2008 cerca de mil municípios brasileiros.

O presidente lembrou que, em muitos lugares do país, principalmente naqueles distantes de áreas urbanas, ainda existem pessoas que não são beneficiadas com o Bolsa Família. “Espero que o Territórios faça essa complementação e que essa gente tenha mais espaço neste País”, disse.

Lula disse que, como o programa envolve 19 ministérios, os ministros terão de viajar muito, e incentivou que todos eles se dirijam aos locais atingidos pelo Territórios da Cidadania.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Administração do PT em Minas está entre as melhores do país

Prefeitura de Alterosa, no Sul de Minas, recebe prêmio de segunda melhor administração do estado e oitava do país. Compromisso com a população e recursos públicos é uma das bandeiras da legenda no município

O estudo feito pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) avaliou o IRFS (Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão dos Municípios), sendo que o mesmo é composto por indicadores previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Foram analisados o superávit primário, custeio da máquina pública, grau de investimento no município e custo do Legislativo, entre outros.

Na questão social foram avaliados gastos em saúde e educação em comparação às receitas municipais. O município de Alterosa foi classificado no “Ranking Gestão” em 2º lugar em Minas Gerais e 8º do Brasil, vale ressaltar que os critérios avaliados, responsabilidade fiscal, social e administrativa foram de suma importância para as classificações dos municípios e estão aliadas à conduta da boa gestão da cidade.

O índice fiscal e o social requerem um trabalho de longo prazo, no entanto este estudo divulgado no dia 13/02/2008, é referente ao ano de 2006, onde Alterosa já aparece em 16ª posição em Minas Gerais, e entre os 120 mais bem administrados do país.

Levando em consideração a evolução obtida pelo município nestes últimos anos, tudo indica que nos próximos estudos da CNM, Alterosa aparecerá entre os 30 melhores do IRFS geral.

Fonte: www.alterosa.mg.gov.br

Programa Territórios da Cidadania, do MDA, terá investimento de R$ 11,3 bi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança oficialmente na próxima segunda-feira (25) o programa Territórios da Cidadania, do Ministério do Desenvolvimento Agrário. A cerimônia acontece às 11h30, no salão nobre do Palácio do Planalto.

O novo programa, que reúne 135 ações de desenvolvimento regional e de garantia de direitos sociais, beneficiará só neste primeiro ano cerca de mil municípios brasileiros, onde se localizam 60 das áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. O investimento previsto é de R$ 11,3 bilhões em 2008.

De acordo com o MDA, o Territórios da Cidadania, por sua concepção e gerenciamento, difere de outros programas sociais por não se limitar a enfrentar problemas específicos com ações dirigidas. Ele combina diferentes ações para reduzir as desigualdades sociais e promover um desenvolvimento harmonioso e sustentável.

Um exemplo concreto disso, segundo o ministério é que não basta financiar a construção de um laticínio em uma região desprovida de eletricidade suficiente para fazer funcionar os equipamentos ou de estradas para escoar a produção, mas é necessário, antes, suprir a região com a eletrificação e as estradas. Por essa razão,o programa envolve 15 Ministérios.

Serão desenvolvidas ações combinando os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com a ampliação da assistência técnica; a construção de estradas com a ampliação do Programa Luz para Todos; a recuperação da infra-estrutura dos assentamentos com a ampliação do Bolsa Família; a implantação de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com a ampliação dos programas Saúde da Família, Farmácia Popular e Brasil Sorridente; e a construção de escolas com obras de saneamento básico e construção de cisternas.

O conjunto de ações dos Ministérios englobados no Territórios da Cidadania visa a melhoria a qualidade de vida de milhões de brasileiros. “Territórios da Cidadania é um esforço concentrado do Governo Federal para superar de vez a pobreza no meio rural com um planejamento que alia visão territorial e eficiência nos investimentos públicos. O país está crescendo e já era hora de fazermos um programa desta magnitude para que ele cresça para todos”, ressalta o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel.

Calendário de ações

Conforme informações do MDA, o lançamento oficial do novo programa, na manhã do dia 25 de fevereiro, em Brasília, será transmitido ao vivo para todo o país. Em cada estado, em pelo menos um dos territórios, seus representantes se reunirão para assistir à cerimônia no Palácio do Planalto. Na Bahia, por exemplo, a transmissão será assistida pelos representantes do Território do Sisal na cidade de Valente. À tarde, todos eles assistirão uma transmissão, feita diretamente de Brasília, na qual os ministros explicarão como funcionará o Territórios da Cidadania. Pela internet, os participantes nos estados poderão fazer perguntas. Quanto aos demais 33 territórios, dois representantes de cada um deles estarão presentes a todos os eventos em Brasília.

Na terça-feira (26),os representantes dos 27 territórios que tiveram transmissões ao vivo continuarão reunidos, agora em assembléia, para abrir oficialmente os trabalhos. Nessa reunião, serão apresentadas as 135 ações previstas no novo programa e detalhados os investimentos para cada uma delas. No começo de março, será a vez dos representantes dos demais 33 territórios realizarem suas assembléias.

Passar de devedor a credor internacional é sinal de solidez do país, afirma Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que no atual momento de crise internacional, deflagrada nos Estados Unidos, é muito importante a posição do Brasil de devedor para credor externo, porque coloca o país numa situação bastante confortável.

“É a primeira vez na história do país que nós somos credores. O Brasil sempre deveu para alguém desde 1500. É uma longa história de dívida”, afirmou o ministro.

Mantega ressaltou que passar de devedor a credor é um sinal de robustez econômica.

“É sinal de solidez do país, solidez financeira num dos pontos onde o Brasil tinha uma grande vulnerabilidade. Essa é que é a virada. O Brasil padeceu, pagou um alto preço por ser um país altamente vulnerável ao longo dos últimos tempos. Qualquer crise externa derrubava o Brasil. Toda crise externa abalava a economia brasileira. Nós éramos devedores e acabávamos pagando o preço. E agora, as crises externas não nos atingem ou atingem menos porque nós somos credores”, disse.

As reservas internacionais do Brasil somam hoje US$ 188,5 bilhões, contra uma dívida de cerca de US$ 184 bilhões. O saldo é positivo para o país em cerca de US$ 4 bilhões.

O ministro afirmou que o Brasil tem condições de cobrir tanto a dívida pública, avaliada em US$ 68 bilhões, quanto a privada, “porque os recursos superam o que tem para pagar no longo prazo”.

De acordo com Mantega, a dívida pública inclui títulos com vencimento em 2018, 2032 e até em 2045.

O ministro afirmou que a transformação do Brasil de devedor para credor significa que o país tem agora um papel de protagonista no cenário internacional, porque acumula recursos, e isso o torna mais próximo a obtenção da avaliação de investment grade, ou grau de investimento.

“Com este avanço, esta mudança para credor no ponto de vista das contas externas, eu diria que já somos investment grade”, disse Guido Mantega.

O ministro disse que agora falta só as contas internas. “Mas como nós temos cumprido, rigorosamente, as metas fiscais, eu diria que nós estamos mais próximos do investment grade.
Mantega assegurou que o governo vai continuar adotando a política de aumento das reservas internacionais. Ele acredita que se o Brasil continuar aumentando suas reservas, poderá alcançar o patamar dos países concorrentes, como a Rússia, que tem reservas da ordem de US$ 400 bilhões. “Com reservas mais robustas, o país fica mais seguro e a taxa de risco é menor”, disse.

O ministro lembrou ainda que o país pode obter crédito a taxas mais baixas de juros. “O Brasil tem essa segurança, essa liquidez, e a medida que a Selic [taxa básica de juros] vai baixando, o custo também será reduzido”.

Mantega disse que a Selic vai continuar caindo no longo prazo e caminhará na direção das taxas de juros dos países mais avançados. “Hoje já temos uma taxa de juros real em torno de 7%”, destacou. O ministro da Fazenda afirmou que a desvalorização do dólar norte-americano, que chegou hoje ser cotado a R$ 1,71, o menor valor desde a crise cambial de 1999, significa “o preço do sucesso.

“A moeda se valoriza porque as pessoas, os investidores, têm muita confiança no Brasil, e acham que vão entrar mais recursos no Brasil, que o investment grade está mais próximo. Isso atrai investimentos no presente e no futuro.

Agência Brasil

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Zona da Mata a cada dia mais pobre

A situação econômica da Zona da Mata Mineira não é a das melhores do país. A região vem se empobrecendo e perdendo emprego. Muitos dos habitantes das cidades desta região se vêem obrigados a mudarem para a Capital, Espírito Santo ou Rio de Janeiro como forma de melhorar de vida.

Juiz de Fora que deveria ser o cabo chefe da economia da região, terminou o mês de janeiro com a retração de 183 postos de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O setor que apresentou maior saldo negativo foi o comércio, o mesmo ocorre em todo o estado de Minas Gerais. De acordo com a Caged, o estado registrou retração de 3.471 postos de trabalho.

Segundo especialistas o problema da Zona da Mata está no comportamento atrasado da maioria de seus administradores seja no setor público ou privado.

Mesmo com o trabalho realizado por várias instituições sejam públicas ou privadas toda a região continua a caminho de se tornar um “bolsão de pobreza no estado”.

É preciso que haja uma renovação completa em todos os setores da sociedade da Zona da Mata para que assim entremos no ritmo nacional.

No Brasil, em janeiro, segundo o Caged, foram gerados 142.921 empregos com carteira assinada, resultado considerado recorde.

Em janeiro do ano passado, foram criados 105.468 postos de trabalho. A indústria foi o setor que mais empregou, com a criação de 59.045 vagas, seguida por serviços, com 49.077 postos de trabalho, construção civil, com 38.643, e agropecuária, 8.035.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Fidel Castro anuncia, em carta, que não irá reassumir presidência de Cuba

Em carta publicada nesta terça-feira (19) no jornal oficial do Partido Comunista - Granma - o presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou que não reassumirá o cargo, depois de quase 19 meses afastado por problemas de saúde. Nesse período, ele foi substituído pelo irmão Raul Castro, que ocupa o cargo interinamente.

Na carta, Fidel afirma que não aceitará, nem aspira aos postos de chefe de Estado e Comandante em Chefe, que serão escolhidos em uma eleição no próximo domingo (24). "Comunico que não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe", diz o líder da Revolução Cubana na carta.


"Trairia minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que não estou em condições físicas de oferecer. Explico sem dramaticidade", acrescenta Fidel.
O presidente cubano, de 81 anos, se recupera desde julho de 2006 de complicações intestinais e desde essa época está afastado da vida pública.
Em carta publicada hoje (19) no jornal oficial do Partido Comunista - Granma - o presidente de Cuba, Fidel Castro, anunciou que não reassumirá o cargo, depois de quase 19 meses afastado por problemas de saúde. Nesse período, ele foi substituído pelo irmão Raul Castro, que ocupa o cargo interinamente. As informações são da Agência Telam, da Argentina.
Na carta, Fidel afirma que não aceitará, nem aspira aos postos de chefe de Estado e Comandante em Chefe, que serão escolhidos em uma eleição no próximo domingo (24). "Comunico que não aspirarei nem aceitarei - repito - não aspirarei nem aceitarei o cargo de presidente do Conselho de Estado e Comandante em Chefe", diz o líder da Revolução Cubana na carta.
"Trairia minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que não estou em condições físicas de oferecer. Explico sem dramaticidade", acrescenta Fidel.
O presidente cubano, de 81 anos, se recupera desde julho de 2006 de complicações intestinais e desde essa época está afastado da vida pública.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Aprovação de Lula sobe para 66,8%, a maior desde 2003, aponta pesquisa CNT/Sensus

Pesquisa realizada pela CNT/Sensus e divulgada nesta segunda-feira (18) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve avaliação positiva de 66,8% dos entrevistados. O percentual é o mais elevado desde dezembro de 2003, primeiro ano do primeiro mandato de Lula, quando o número chegou a 69,9%. Na última pesquisa, realizada em outubro do ano passado, a aprovação de Lula ficou em 61,2%.

A avaliação do governo também subiu, chegando a 52,7%, melhor índice desde janeiro de 2003, quando 56% da população aprovava o primeiro mês do governo de Lula.

Nem mesmo as denúncias de mau uso dos cartões corporativos arrefeceu o ânimo das pessoas que responderam a pesquisa. A pesquisa perguntou aos entrevistados se eles tinham conhecimento do caso. Dentre os entrevistados, 64,1% disseram que têm acompanhado ou ouviram falar. Desses, 83,1% querem que ministros e funcionários públicos não tenham mais acesso aos cartões corporativos. Outros 70,2% acham que quem cometeu irregularidades deve ser demitido e devolver o dinheiro gasto irregularmente.

Dos que têm conhecimento, 74,9% disseram que isso afeta a imagem do presidente, mas, contudo, isso não teve efeito nas avaliações positivas do presidente e de seu governo.Tanto que em outra parte da pesquisa, quando os eleitores foram questionados para apontar espontaneamente em quem votariam em 2010, Lula encabeça a lista, com 18,6% das citações.O segundo colocado nesta lista é o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com apenas 5,1%.

CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 24 Estados, entre 11 e 16 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais.

Com informações do Portal Terra

Economia: Varejo brasileiro tem melhor ano desde 2001, aponta IBGE

As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram no ano passado a maior expansão desde 2001, confirmando a força da demanda interna que vem sendo o motor do crescimento do País.

O estímulo às compras veio do aumento do emprego e da renda do trabalhador, além da maior oferta de crédito e da estabilidade da economia, que gera confiança, segundo analistas.

O volume de vendas subiu 9,6% em relação a 2006, a melhor leitura desde o início da série histórica, em 2001, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira. Em dezembro, as vendas ficaram estáveis na comparação com novembro e saltaram 9% frente a dezembro de 2006.

Em 2007, as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo avançaram 6,4%, respondendo por um terço do crescimento do comércio no período."Este desempenho refletiu as melhoras da renda e do emprego e a expansão do crédito", apontou o IBGE em nota.

O setor de móveis e eletrodomésticos teve o segundo principal impacto no resultado de 2007, com alta das vendas de 15,4%.

Os setores de tecidos, vestuário e calçados e de livros, jornais, revistas e papelaria também tiveram o melhor desempenho da série histórica, com expansão de 10,7% e 7,1%, respectivamente.

No ano, as regiões com maiores taxas de crescimento nas vendas foram Alagoas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

Receita cresce

O IBGE acrescentou que a receita nominal do comércio aumentou 14,1% em 2007 sobre o ano anterior.

Na comparação entre dezembro e novembro do ano passado, a receita cresceu 0,4%. Frente a dezembro de 2006, a alta foi de 13,1%.

Conheça os Planos da Fundação Perseu Abramo para 2008

Algumas das principais atividades da Fundação Perseu Abramo em 2008 serão direcionadas à formação política, tendo como base as resoluções do III Congresso do PT. Nesse sentido, a prioridade é a estruturação, em conjunto com a Secretaria Nacional de Formação Política do PT, de um sistema nacional de formação política, que deverá contar com novas formas de divulgação, através de programas de TV e sites.

Também está prevista realização de cursos de formação para candidatos às eleições municipais no país, especialmente aqueles que têm pouco acesso a informações sobre políticas públicas e de como construir um mandato.

Além disso, o Núcleo de Opinião Pública da FPA fará um trabalho de acompanhamento das pesquisas eleitorais, organizando claramente os resultados divulgados para facilitar a compreensão dos candidatos. Sem deixar de lado o trabalho de divulgação das importantes pesquisas feitas para a FPA, especialmente a mais recente, sobre os idosos no Brasil, realizada em parceria com o SESC.

Outra atividade importante da FPA, que deverá ser inciada em março, conjuntamente com as fundações João Mangabeira (PSB), Leonel Brizola-Pasqualini (PDT) e Instituto Maurício Grabois (PCdoB), é a promoção de um ciclo de debates sobre as necessárias reformas democráticas – política, tributária, urbana, agrária e educacional.

A FPA ainda participará do esforço de articulação para a realização da Conferência do Nordeste, tal como já fizera antes com as Conferências da Amazônia. O encontro, reunindo as principais lideranças partidárias, ONGs e movimentos sociais da região, deverá oferecer sugestões e propostas para as ações estratégicas do novo projeto de desenvolvimento do Nordeste, inserido no Projeto do Brasil Sustentável, democrático, social e culturalmente justo.

O Centro Sérgio Buarque de Holanda, núcleo de memória do PT dentro da FPA, também trará novidades para o ano que começa, além de manter os debates mensais e dar continuidade ao precioso trabalho de documentação. A principal delas é a publicação da revista Perseu: História, Memória e Política, voltada para os meios acadêmicos de história e ciências sociais. Um guia com um inventário de tudo o que está arquivado no CSBH sobre a história do PT e das esquerdas no Brasil também deverá ser lançado.

Lula: CPI deve dar sugestões para aperfeiçoar contas públicas

Para presidente, CPI deve ter como objetivo detectar o que há de errado e dar sugestões.Na Antártida, Lula também disse que Petrobras conhece conteúdo de laptops furtados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (17) que a CPI dos cartões corporativos, cujo requerimento foi protocolado na última quinta, deve apresentar sugestões para aperfeiçoar as contas públicas brasileiras.

“A CPI deve ter como objetivo detectar o que acontece de errado e apresentar sugestões que possam aperfeiçoar as contas públicas brasileiras”, disse Lula, durante visita à base brasileira Comandante Ferraz, na Antártida.

Click aqui para assistir o vídeo da entrevista.

PT confirma as datas para o I Congresso da Juventude

Já está confirmada a data para o I Congresso da Juventude do PT, que esse ano terá etapas municipais, estaduais e nacional. O regulamento foi aprovado no sábado (09/12), pelo Diretório Nacional, em Brasília.

Ficou definido que as etapas municipais elegem a cada três credenciados um delegado para a etapa estadual. Já na etapa estadual, cada quatro credenciados elegem um delegado para a etapa nacional.

Outra novidade neste processo é que as delegações nacionais eleitas nas etapas estaduais deverão obedecer à paridade de gênero, ou seja, 50% dos delegados deverão ser mulheres e os outros 50% homens. Já as delegações estaduais eleitas nos municípios deverão garantir um mínimo de 30% de mulheres em sua composição.

Para o secretário estadual de Juventude do PT de Minas, Silvio de Sá, os encontros municipais serão fundamentais para a consolidação de um projeto de juventude partidária no estado. Ele explica que a legenda tem trabalhado para articular os encontros nas regiões definidas pelo partido. “A secretaria estuda a possibilidade de realizar encontros nas novas regionais do PT em Minas Gerais de acordo com a resolução 01/2008 do diretório estadual”, explica.

Calendário do I Congresso da JPT

Fevereiro
20 – divulgação da lista de aptos a votar e serem votados
29 – prazo para que sejam solicitadas inclusão de novos nomes na lista (Através do Portal JPT, SEJs, e SORGs Estaduais)

Março
03 – prazo para inscrição de teses;
04 – prazo para que as SORGs Estaduais e as SEJs encaminhem pedidos de inclusão de nomes à SNJPT
06 – divulgação da lista final com as inclusões válidas e os pedidos negados
15 ou 16 – Congressos Municipais
22 ou 23 – Congressos Municipais
24 – prazo para as Comissões Organizadoras Municipais convocarem os Congressos Municipais
29 ou 30 – Congressos Municipais

Abril
05 ou 06 – Congressos Municipais
12 e 13 – Congressos Estaduais

Maio
08 – divulgação do regimento interno da etapa nacional do I Congresso da JPT
09 – prazo para a inscrição de projetos de resolução à etapa nacional
17 e 18 – Congressos Estaduais de Minas Gerais; o evento acontece na Escola Sindical
22 a 25 – Congresso Nacional